Recorde aqui as incidências do encontro
Luís Pinto (treinador do Vitória SC):
“Entrámos bem no jogo. Foi algo que ainda não tínhamos feito de forma tão vincada. Isso marcou uma posição para nós, equipa, termos uma forma de estar assertiva e estarmos mais equilibrados para a transição defensiva. Isso foi importante para sermos mais agressivos e roubarmos mais vezes a bola. Tivemos capacidade para manter a bola longe da baliza.
Na segunda parte, houve um ou outro momento em que nos expusemos e houve perigo para a nossa baliza. O exemplo que fica deste jogo é a ideia que temos de ser mais maduros quando temos estas vantagens (de três golos).
Não conseguimos pressionar o tempo todo. Temos de perceber que espaços estamos dispostos a dar. Em parte, a estratégia passava para dar alguns espaços para depois pressionarmos como queríamos. Usámos o sistema 4-4-2, que a equipa soube interpretar, mas não quer dizer que, no futuro, não venhamos a usar de novo o 4-3-3 ou 4-2-3-1.
Gostei dos momentos de transição serem melhor preparados, gostei da capacidade da equipa para ter posse de bola em zonas avançadas do campo, da energia e da forma compacta como a equipa esteve em campo. E, claro, o resultado, que é o produto de tudo isto”.

Leia a crónica e veja os golos aqui
João Pedro Sousa (treinador do AFS):
“Muito fácil de justificar (a derrota): uma equipa competente e uma muito incompetente. Fizemos um jogo horrível. Não fomos capazes de pôr em campo o que trabalhámos. Tudo começa pelo falhanço na preparação do jogo e na estratégia. Fomos uma equipa ingénua, lenta e facilmente o adversário conseguiu colocar-se em vantagem sem sequer provocar o erro da nossa equipa. O primeiro golo do Vitória é no nosso primeiro ataque. Mas, no fundo, é um mau jogo e uma vitória do Vitória que espelha aquilo que se passou no jogo.
Se houve um período menos mau, foi o início da segunda parte. Os jogadores entraram com outra dinâmica. Ao intervalo, não falei em questões táticas ou estratégicas. A nossa imagem estava um pouco em jogo e tínhamos de dar uma resposta de que temos capacidade para responder e ser competitivos nestes jogos. A I Liga portuguesa é muito competitiva e temos de ser mais competitivos”.
Não gosto de tirar ilações num jogo. O que vou retirando tem a ver com o que vejo durante a semana e a competição fica para uma análise mais à frente. Foi visível hoje que há momentos da nossa equipa em que temos de ser mais fortes, quer a nível coletivo quer a nível individual. A nossa Liga é competitiva e não podemos estar à espera que as coisas aconteçam. Temos de ter uma atitude muito grande, e mesmo assim é muito difícil. É preciso muito trabalho e esperar que as coisas regressem, pelo menos, ao modo competitivo que tivemos nas últimas semanas.
O jogo foi muito fraco. Da parte do Rúben (Semedo), a responsabilidade é minha (pela má exibição). Contraiu gripe. Não teve pré-época, e foram muitos meses sem jogar. Facilmente se percebeu (no jogo) que não estava na melhor condição”.
