Recorde aqui as incidências do encontro
Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense):
“Se tivermos muitas expetativas que o Moreirense, por, em certos momentos, ter sido uma equipa dominadora e criadora, vai ser sempre dominador, temos de perceber que temos de baixar um bocadinho (as expectativas), porque as equipas nos conhecem melhor, porque temos desafios cada vez mais exigentes, num coletivo que tem sofrido algumas alterações, não só pelo mercado, mas também pelas alterações de forma dos jogadores.
Foi um jogo bastante equilibrado, fechado e tático. A minha ideia para a pressão não resultou nos primeiros 20 minutos e tivemos de a ajustar. O Santa Clara estava a aproximar-se do nosso último terço com perigo. A partir daí, controlámos todos os momentos do jogo. Conseguimos mostrar armas e forças num jogo que não é o que mais gostamos de jogar. O Santa Clara leva muito o jogo para os duelos. Uma equipa tem de ser versátil, mas jogadores como o Rodrigo (Alonso) e o Alanzinho não se sentem confortáveis em constantes duelos. Os jogadores merecem esta vitória.
O lance que dá o canto na origem do golo nasce de um chuto para a frente. É por isso que gostamos de futebol: é imprevisível. Por sermos uma equipa de posse, não podemos acreditar que apenas a posse vai resolver. Uma equipa tem de ser versátil. Temos de mostrar crescimento e adaptação perante os problemas. (A bola parada) é um momento em que teoricamente não somos tão fortes, mas temos feito vários golos de bola parada, de forma direta ou num segundo momento.
Dedicamos esta vitória ao nosso Vasquinho (Sousa), que deixou o hospital e está a iniciar uma nova fase da recuperação”.
Vasco Matos (treinador do Santa Clara):
“Foi uma primeira parte claramente do Santa Clara. Fomos muito agressivos, a pressionar no campo inteiro, a roubar muitas bolas no meio-campo adversário. Tivemos muita qualidade com bola. Tivemos um cabeceamento à trave do Vinicius. A segunda parte foi mais equilibrada e amarrada. Num momento de sorte ou infelicidade nossa, o Moreirense chega à vitória, na minha opinião de forma injusta.
Se formos a ver o comportamento da equipa, tem uma demonstração de um querer muito grande. Viemos a Moreira (de Cónegos), jogar com uma equipa que está fazer um excelente campeonato, e conseguimos impor o nosso jogo. É uma demonstração do caráter do grupo. Claro que as vitórias trazem um ânimo diferente. O facto de não estarmos a ganhar tem algum peso (seis jornadas consecutivas sem triunfos). Este momento não nos deixa felizes, mas olhando para a equipa e para o trabalho diário, acredito seriamente que vamos alcançar os nossos objetivos.
Se não víssemos organização, rigor e qualidade de jogo, eu não estava aqui a fazer nada. Vejo uma equipa com capacidade, a jogar. Não estamos num momento de felicidade. Acredito que as coisas se vão alterar”.
