Liga Portugal: Peixoto explica mudança na baliza, João Henriques lamenta "passividade"

César Peixoto, treinador do Gil Vicente
César Peixoto, treinador do Gil VicenteFERNANDO VELUDO/LUSA

Declarações após o jogo Gil Vicente-AFS (3-0), da 28.ª jornada da Liga Portugal, realizado esta sexta-feira no Estádio Cidade de Barcelos:

Recorde as incidências do encontro

César Peixoto (treinador do Gil Vicente):

Foi um jogo muito completo da equipa durante os 90 minutos. Dominámos, criámos muitas situações, fizemos três golos e podíamos ter feito mais.

A equipa está de parabéns, entendeu perfeitamente o que era para fazer. Mostrou atitude, caráter e qualidade, como tem mostrado até então. É uma vitória justíssima.

(Mesmo com o ciclo de cinco jogos sem ganhar agora terminado) A equipa tem sido consistente ao longo do campeonato. Se olharmos para os últimos 16 jogos, só perdemos quatro.

É verdade que vínhamos de uma fase sem vencer, mas os indicadores eram positivos, a equipa foi sempre muito consistente, por isso voltámos às vitórias. Era muito importante para nós, e fazê-lo ainda mantendo a baliza a zero.

É um trajeto fantástico que a equipa tem feito desde o início da época. Batemos muitos recordes, temos feito uma época fantástica.

Esta é a primeira vez na Europa do (guarda-redes) Lucão, precisa de mais tempo de adaptação à nossa forma de jogar, à nossa ideia. Ele é muito jovem e precisa de estabilidade para crescer, acreditamos muito nele. O Dani Figueira estava muito bem e acabámos por apostar nele neste jogo. É uma prova de que todos no grupo estão prontos para dar a resposta que a equipa precisa".

João Henriques (treinador do AFS):

“Hoje não fomos a equipa que tínhamos vindo a ser. Não fomos suficientemente agressivos, com e sem bola, para poder discutir o jogo.

Sofremos dois golos na sequência de segundas bolas, nas quais nos faltou agressividade, e não tivemos a competência que temos vindo a demonstrar.

Tivemos uma má entrada no jogo, com demasiada passividade, sem capacidade para fazer algo diferente.

Na segunda parte, entrámos bem melhor, começámos a criar mais, tivemos situações de perigo para poder marcar, mas sofremos um golo de ‘banda desenhada’, onde tivemos a possibilidade de tirar a bola da zona e fomos novamente demasiado passivos.

Foi um jogo onde não estivemos ao nível que tínhamos estado anteriormente, com competitividade e agressividade.

Não conseguimos disputar o jogo e o Gil Vicente foi melhor e aproveitou aquilo em que normalmente é forte.

Não é por causa de um jogo menos conseguido que vamos estar mais descrentes. Queremos sempre dar uma boa imagem em cada um dos jogos, independentemente dos resultados.

Queremos que a performance dos jogadores e da equipa seja boa, e hoje, de facto, não foi.

Estamos frustrados com a nossa prestação hoje, mas queremos já, no próximo jogo, limpar esta imagem e sermos mais competitivos".

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