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Luciano Gonçalves mantém foco no "desenvolvimento da arbitragem" após decisão do CJ

Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem
Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem Liga Portugal

O presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reagiu esta sexta-feira ao arquivamento do processo que lhe foi instaurado por alegadas interferências na arbitragem, garantindo que o desenvolvimento da arbitragem será sempre a sua prioridade.

“Continuarei a exercer as minhas funções com o mesmo sentido de responsabilidade, independência e dedicação, mantendo o foco na preparação da nova época e no desenvolvimento da arbitragem, que é e continuará a ser, sempre, a minha prioridade”, escreveu Luciano Gonçalves, numa mensagem na rede social Instagram.

O presidente do CA do organismo federativo, lembra que sempre afirmou, “de forma clara, que rejeitava todas as suspeições e insinuações” que lhe foram dirigidas, e que deram origem ao processo de inquérito, arquivado esta sexta-feira por falta de indícios suficientes da prática de infração disciplinar.

“Lembro que fui eu quem tomou a iniciativa de solicitar às entidades competentes, desportivas e civis, a apreciação de todo este processo com independência, rigor e respeito pelas regras”, recorda Luciano Gonçalves, acrescentando: “Esta decisão não apaga o impacto gerado por alegações que acabaram por não ser comprovadas”.

Agradecendo a todos os que, confiaram na sua integridade, “respeitaram o funcionamento das instituições e aguardaram serenamente pela conclusão do processo”, Luciano Gonçalves considera o “capítulo encerrado no âmbito desportivo”.

“Continuarei a exercer as minhas funções com o mesmo sentido de responsabilidade, independência e dedicação, mantendo o foco na preparação da nova época e no desenvolvimento da arbitragem, que é e continuará a ser, sempre, a minha prioridade”, conclui a mensagem.

O CJ da FPF anunciou hoje o arquivamento do processo por alegadas interferências na arbitragem, que incidiu, entre outras matérias, sobre alegações de que o presidente do CA teria transmitido informações sobre futuras nomeações de árbitros, bem como sobre uma mensagem enviada a um árbitro antes de um encontro da I Liga de futebol da época 2025/26.

O processo a Luciano Gonçalves foi instaurado na sequência de uma denúncia de Duarte Gomes, que depois de se demitir do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem alegou que um árbitro tinha partilhado consigo "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes”.

Em 01 de julho, o CJ da FPF instaurou um processo de inquérito ao presidente do CA federativo, após a saída de Duarte Gomes da direção técnica da arbitragem.

O líder do CA enviou ao homólogo do CJ, Luís Verde de Sousa, uma participação disciplinar sobre os motivos alegados por Duarte Gomes para a demissão do cargo de diretor técnico de arbitragem, enquanto a FPF remeteu a situação para o Ministério Público (MP), no âmbito do Regime Jurídico da Integridade do Desporto.

Em 26 de junho passado, Duarte Gomes renunciou ao cargo de diretor técnico da arbitragem da FPF, que ocupava há um ano, e disse estar disponível para prestar todos os esclarecimentos.

Em comunicado, Duarte Gomes não detalhou a situação nem os agentes envolvidos, revelando apenas que, no final da época 2025/26, um árbitro profissional partilhou consigo “um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade”, suscitaram-lhe “preocupações institucionais muito relevantes”.

Esta polémica no setor da arbitragem da FPF, que regula as nomeações para os jogos da Liga Portugal e Liga 2, levou vários clubes, entre os quais Benfica, FC Porto e Sporting, a manifestarem profunda inquietação, e a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) a pedir esclarecimentos sobre a denúncia recebida pelo MP, após a saída de Duarte Gomes.