Reveja aqui as principais incidências da partida
Análise: “Vitória difícil, mas merecida, e estávamos à espera. Estávamos preparados para uma equipa que nos ia pressionar alto, decidimos esperar um bocadinho mais. Não se pode sofrer aquele golo, pelo momento, pelo desenho. Uma coisa é ir 2-0 para o intervalo, outra é ir 2-1. A preocupação ao intervalo foi tentar que a equipa não sentisse demasiado aquele golo porque estava frustrada em vez de estar contente por estar a ganhar. Na segunda parte estávamos à espera que o Estoril tentasse pegar no jogo e ser mais ofensivo, o treinador tentou dar outra dinâmica à equipa, mas não houve um único momento em que suspirássemos de alivio com uma defesa fantástica do Trubin. Na parte final tive de me benzer ao por o Aursnes em campo, porque era risco, mas senti que a equipa precisava da tranquilidade e do outro precisava da explosão do Sidny. Tinha o receio para ver como ia reagir, entra, faz uma coisa boa, tira um canto com qualidade e arranja o terceiro golo que acaba com o jogo. Três pontos merecidos, mas difíceis”.
Estratégia: “São muito bons e a maneira como pressionam se não interpretas bem é complicado. Fecham bem por dentro e nós encontrámos a saída pelo Dahl, que é um miúdo que está mais jogador, tem mais confiança. Três pontos para nós, numa semana com dificuldade. A situação do Aursnes é preocupante, a lesão do Enzo Barrenechea vamos ver… quantas semanas são. No mês de janeiro é quantos jogos são. O António Silva ia jogar e no aquecimento sentiu. Nesta altura que precisamos de todos e retirar minutos a alguns jogadores entramos nesta fase difícil com menos armas”.
Lesões: "O Enzo Barrenechea já sabem desde ontem. O tempo de recuperação vamos ver, depende da abordagem médica à situação. O João Veloso tem uma situação muito parecida no jogo com o Académico Viseu, vamos ver a abordagem médica. Com as semanas de 3 jogos que vamos ter em janeiro, mesmo que seja mais conservador, perde jogos. E para nós é difícil porque não temos tanta gente assim. António Silva sentiu o músculo no aquecimento. Na prática não foi um problema, mas não tínhamos nenhum central no banco e também temos o Wynder com uma lesão importante. Por outro lado queremos ajudar a equipa B a estabilizar na classificação que é importante estar na Liga 2. Esta coisa de querer ajudar entra em conflito, mas entre mim e o Veríssimo não há nem nunca haverá. O Aursnes tem um problema que se arrasta há algum tempo, a acumulação de jogos não ajuda, quisemos evitar que ele jogasse, mas com o resultado a arrastar-se no 2-1, acabou por jogar 15, 20 minutos, sem grande esforço. Por exemplo, no canto não foi ele que foi marcar. Mas é um jogador de risco".
Taça da Liga em Leiria: “Não penso muito nisso. Foi importante, mas foram meses que me puseram na montra dos maiores clubes portugueses. As coisas correram muito bem lá, agradeço a homenagem do União que nunca tive a oportunidade de ver, mas vou lá com o Benfica para jogar.”
Ian Cathro: “São palavras boas de ouvir, ele tem uma trajetória muito própria. Se eu, de certa maneira, abri portas a quem não foi um grande jogador, a quem venha do lado académico, é natural que tenha acontecido quando eu iniciei, naqueles anos de impacto súbito. Mas ele está muito bem formado. Tem experiência internacional, muitos anos com o Nuno Espírito Santo, esteve na Arábia, Inglaterra, na Premier League. Está a deixar a marca em Portugal. A equipa tem lá a impressão digital dele. O Estoril encontrou uma estabilidade em que não tem de olhar para trás com medo. Não tem responsabilidade de acabar nos quatros primeiros e desenvolve um jogo que não é só dizer que é bonito. Jogam bem, é agradável de ver, mas podem conseguir resultados importantes com as equipas grandes. Por isso disse que é uma vitória importante, difícil, mas merecida”.
Manu Silva: “Posicionalmente é muito Enzo, são parecidos. São jogadores que dão equilíbrio. Nesse sentido fez um bom jogo. A diferença é que o Enzo só não fez 3 jogos desde o início da época, o Manu só fez três. Isso vê-se claramente no jogo, que falta intensidade e ritmo de jogo. Mas fez o papel bem, deu equilíbrio que a equipa precisava, ajudou-nos”.
Título: “Quando cheguei ao FC Porto encontrei uma equipa tão fraca, mal treinada, com tanto espaço para melhorar que eu acreditava tanto meu trabalho que nem foi um risco eu dizer isso (em condições anormais ia ser campeão) e os resultados confirmaram. Agora, pela maturidade e a situação não vou dizer isso. Começando uma época, com uma pré-época bem organizada, com trabalho de escritório, com todos embuídos do mesmo espírito, diria que na próxima época o Benfica tem boas possibilidades. Este ano a tabela demonstra, somos terceiros, a três pontos do segundo e a sete, oito ou 10 do primeiro. É matematicamente possível, alimenta-nos, e o facto de ainda não termos perdido para o campeonato e estarmos a conseguir bastantes vitórias, dá-nos essa esperança. Não vamos esconder que o FC Porto está a fazer uma grande temporada e que o Sporting é uma grande equipa. É difícil para nós”.
