Recorde aqui as incidências do encontro
Moreirense e Famalicão subiram ao relvado separados por um ponto- No entanto, o Moreirense atravessava a pior fase da temporada, com três derrotas – SC Braga, FC Porto e Nacional – e apenas um triunfo (Arouca) nos últimos quatro encontros. Já o Famalicão vinha de uma derrota caseira pela margem mínima (0-1) diante do líder FC Porto, que se seguiu a uma série de cinco partidas sem conhecer o sabor da derrota (duas vitórias e três empates).

O encontro começou debaixo de chuva intensa, que ainda foi aumentando até ao minuto 20, quando parou. Entrou melhor o Famalicão, com pressão alta, dificultando a construção de jogo do adversário. Os cónegos pareciam um pouco perros, o que poderia não ser alheio ao facto de estarem sem competir há três semanas, depois da paragem para os jogos das seleções nacionais e do jogo da Taça de Portugal, competição da qual já tinham sido eliminados.
O Famalicão colocou-se em vantagem aos 21 minutos, dando sequência lógica à sua superioridade, com Zabiri a desviar de cabeça um cruzamento a régua e esquadro de Gil Dias.
Os visitantes não abrandaram e continuaram a dominar por completo, tendo criado perigo por Zabiri e Gustavo Sá. O primeiro sinal de perigo do Moreirense só foi dado aos 37 minutos, num remate à entrada da área de Dinis Pinto, com a bola a bater num defesa e quase a enganar o guarda-redes Carevic. E já em período de descontos do primeiro tempo, finalmente surgiu em jogo Guilherme Schettine a cabecear para grande defesa do guardião com passagem no Barcelona.
Schettine não perdoou à segunda
No recomeço, Vasco Botelho da Costa operou duas substituições na defesa, com Marcelo e Francisco Domingues a serem rendidos por Kiko e Michel, este último em estreia na Liga Portugal. E se Guiherme Schettine não tinha conseguido marcar a terminar o primeiro tempo, fê-lo à segunda tentativa, aos 47 minutos, desviando à boca da baliza um cruzamento de Landerson. Foi o seu oitavo golo no campeonato, reforçando o estatuto de melhor marcador da sua equipa.
Poder-se-ia pensar que o Moreirense iria ganhar confiança com o golo do empate mas a resposta famalicense foi imediata, com Gustavo Sá a voltar a colocar a sua equipa em vantagem, aos 57 minutos. Foi o terceiro golo na Liga Portugal para o médio internacional sub-21 português. E logo a seguir, André Ferreira, com duas grandes intervenções, evitou o 1-3 a Van de Looi e a Sorriso.
Vasco Sousa e Luís Semedo foram cartas lançadas por Vasco Botelho da Costa aos 65 minutos e foi o médio emprestado pelo FC Porto a estar muito perto de restabelecer o empate aos 76 minutos, para a segunda brilhante intervenção de Carevic na partida. Os cónegos cresceram muito com a entrada de Vasco Sousa e Luís Semedo e foi sem surpresa que a igualdade surgiu aos 79 minutos, com Dinis Pinto a desviar de cabeça um livre apontado por Alanzinho.
As duas equipas não pareciam estar satisfeitas com o ponto e partiram ambas em busca da vitória. O Moreirense ficou reduzido a dez jogadores aos 88 minutos, depois de Maracás ter visto o segundo amarelo mas até ao final o resultado não se alterou.
Homem do Jogo Flashscore: Zabiri (Famalicão).

