Recorde aqui as incidências do encontro
Sem vencer há três partidas, os gansos, que estrearam o treinador Álvaro Pacheco na derrota em Alvalade na última jornada (3-0), fizeram três alterações no onze, promovendo Khaly, Rafael Brito e Tiago Morais. Já os avenses, que vinham de três desaires consecutivos, mudaram apenas uma peça, com a entrada de Algobia pelo castigado Devenish.

O granizo obrigou a um ligeiro adiamento da partida e voltou a fazer das suas apenas 40 segundos após o apito inicial. O árbitro Ricardo Baixinho interrompeu a partida e os jogadores recolheram ao túnel durante uns minutos, face ao dilúvio que se fez sentir em Rio Maior.
Logo após o reatamento, foram os gansos que mostraram ter jeito para navegar na água que ensopava o relvado. Rafael Brito teve espaço para levantar a bola em balão para a área, Adriel saiu em falso da baliza e David Sousa aproveitou as facilidades para desviar para o fundo das redes.
As condições atmosféricas não contribuíram para o espetáculo da partida, que ficou marcada pelos muitos duelos físicos e aéreos, dada a dificuldade da bola rolar. Ainda assim, aos 15 minutos, Óscar Perea obrigou Patrick Sequeira a uma boa defesa e, num lance de insistência, Ruben Semedo até podia ter feito o empate em boa posição dentro de área, mas optou por atirar-se para o chão e foi punido com um cartão amarelo por simulação. Os avenses estavam por cima e o Casa Pia aproveitou essa subida no terreno para explorar o contra-ataque: aos 39', um grande cruzamento de Abdu Conté teve correspondência de Livolant, mas Adriel brilhou ao evitar o golo em cima da linha.
Sem alterações para a segunda parte, os gansos voltaram melhor dos balneários e foram recompensados com o segundo golo da partida. Após um cruzamento de Livolant, o esférico sobrou para o segundo poste, onde apareceu Larrazabal a rematar de primeira e cruzado, sem hipóteses de defesa. O lance ainda teve de ser revisto pelo vídeo-árbitro que confirmou a posição legal do avançado francês por apenas dois centímetros.
João Henriques mexeu na equipa, mas essas alterações sofreram um ricochete quando Álvaro Pacheco fez a primeira alteração, ao retirar Tiago Morais para lançar Osundina. Após um pontapé para a frente, a defesa do AFS facilitou em demasia e permitiu que Livolant arrancasse em direção à área contrária, antes de encontrar o colega recém-entrado na área, que só teve de encostar para marcar com o primeiro toque na bola.
O treinador forasteiro esgotou as alterações e acabou expulso por protestos, pouco antes de a sua equipa beneficiar de uma grande penalidade, confirmada após consulta do VAR. Acabado de entrar, o veterano Nenê não facilitou e encurtou distâncias com um remate seco e rasteiro. Os avenses receberam uma injeção de confiança e armaram o cerco à baliza adversária.
Perto do apito final, uma intervenção completamente disparatada de João Goulart sobre Nenê permitiu ao avançado brasileiro bisar da marca dos 11 metros, desta vez ao rematar para o outro lado e relançou a disputa pelos pontos.
No último dos sete minutos de descontos, Patrick Sequeira ainda de sujar o equipamento para impedir o hat-trick do brasileiro e fez uma defesa espetacular para travar o remate de Guilherme Neiva. Porém, o AFS não baixou os braços e no pontapé de canto resultado, um desvio ao primeiro poste deixou via aberta para o mesmo Guilherme Neiva confirmar o empate no último lance da partida.
Com este resultado, o Casa Pia continua no lugar de play-off de despromoção com 15 pontos, enquanto os avenses somam apenas 5 na cauda da tabela, mas saem com mais do que um ponto depois de uma exibição estoica.
Melhor em campo Flashscore: Nenê (AFS).

