Recorde as incidências do encontro
O contexto obrigava a uma noite quase perfeita no Estádio da Luz. Depois da derrota em Turim e da conversa com adeptos no Seixal, o Benfica estava pressionado a dar uma resposta, ainda para mais depois do triunfo do Sporting em Arouca.

Bola parada pôs o Benfica a mexer
Do outro lado, o Estrela apresentou-se sem o peso da obrigação. A equipa de João Nuno vinha de uma sequência positiva e fez vendas importantes no mercado de inverno, incluindo a saída de um jogador para o Benfica. Sidny foi titular nos encarnados, mas foi Banjaqui, campeão do Mundo e da Europa por Portugal em sub-17, a surgir como a principal novidade no onze.
Num dia especial para o Benfica - Eusébio faria hoje 84 anos e assinalavam-se ainda 26 anos da morte de Miklós Fehér -, a homenagem sentiu-se mais fora do que dentro do relvado nos primeiros minutos.
Antonelli (2’) quase surpreendeu numa altura em que muitos adeptos ainda procuravam o lugar, mas António Silva, de regresso ao onze, apareceu a tempo de evitar o golo, com Trubin já batido. O Estrela entrou atrevido, sem autocarros, embora limitado pelas ausências dos castigados Jovane e Abraham Marcus.
Depois do susto inicial, o Benfica respondeu e criou perigo, sobretudo aos oito minutos, quando Aursnes desperdiçou o 1-0 na pequena área. O público entusiasmava-se sempre que Banjaqui acelerava pelo corredor direito, mas o ritmo caiu, as ocasiões escassearam e o jogo entrou numa fase mais física, marcada por duelos constantes e cartões.

Já perto do intervalo, Pavlidis (42’) abriu o marcador de cabeça na sequência de um pontapé de canto, redimindo-se das exibições recentes e beneficiando da qualidade de Sidny Cabral na bola parada, e o Benfica soltou-se das amarras que pareceu colocar a si próprio, não só ameaçando o 2-0 logo a seguir, mas lançando assim uma segunda parte mais ao nível do exigido.
Festa não precisou de DJ
O Estrela ainda tentou agitar o arranque da segunda parte, beneficiando do descanso, mas sem conseguir incomodar Trubin. Do outro lado, o Benfica foi objetivo: Jefferson Encada perdeu o duelo com Sidny e acabou por cometer grande penalidade. Como prometido por Mourinho, Pavlidis (55’) assumiu a responsabilidade, bateu e completou a redenção.
A partir daí, o jogo entrou num registo mais tranquilo para os encarnados. O Estrela manteve-se esforçado, mas voltou a sofrer pouco depois, quando Sidny Cabral (58’) aproveitou o reencontro com a antiga equipa para se estrear a marcar, aplicando a lei do ex antes de pedir desculpa.
Nos minutos finais, o jogo ficou ainda marcado pelo regresso de Rafa à Luz, recebido com reações mistas nas bancadas, e pela estreia de Anísio Cabral (83’), campeão do Mundo que precisou de um toque na bola para se apresentar com um golo. Entre passado e futuro, o Benfica fechou uma noite que começou pesada e terminou em festa.
Homem do jogo Flashscore: Pavlidis (Benfica)

