No dia 21 de fevereiro, na receção ao Vitória SC, da 23.ª jornada da Liga Portugal, a PSP não permitiu que os adeptos bracarenses exibissem a tela gigante antes do jogo, invocando questões de segurança dos espetadores, nomeadamente pela natureza inflamável dos materiais estarem perto de artefactos pirotécnicos, e também por considerar que as mensagens “não evidenciavam qualquer manifestação clara e inequívoca de apoio à equipa”.
Após o jogo e nos dias seguintes, o SC Braga fez duras críticas à atuação da PSP, considerando ter sido vítima de “censura”, levando o caso para reuniões com a Federação Portuguesa de Futebol, Liga de clubes, comando distrital de Braga da PSP e Governo.
Segundo a mesma nota, a "Muralha da Liberdade", constituída pela referida tarja e para ficar de forma permanente no exterior da bancada nascente, terá 112 metros de largura e 30 metros de altura, numa "firme homenagem aos sócios e adeptos e uma afirmação clara do que é ser SC Braga”.
A intenção passava por ter a estrutura pronta para o jogo de sábado, da 25.ª jornada, na receção ao Sporting, mas as condições climatéricas adiaram para o início da próxima semana a sua colocação, explicou Salvador.
“A "Muralha da Liberdade" significa que o orgulho e o sentimento de pertença que existe entre o clube, a cidade e a comunidade não podem ser censurados”, concluiu o presidente do SC Braga.

