Recorde aqui as incidências do encontro
A sequência goleadora dos estorilistas teve um descanso na Luz, mas regressou na visita ao Estrela (0-5) na última jornada, o que não impediu Ian Cathro de fazer uma alteração no onze, lançando Lominadze no lugar de Orellana. Por seu lado, o janeiro vitorioso dos vimaranenses foi interrompido na receção ao FC Porto (0-1), o que levou Luís Pinto a lançar João Mendes e Matija Mitrovic como titulares.

Ponto de exclamação num vendaval de bom futebol
O duelo entre duas equipas em grande forma - e com jogadores entusiasmantes - prometia antes do apito inicial e os minutos iniciais não demoraram a confirmar as expectativas. Alioune Ndoye esteve em destaque, ao desperdiçar um remate à meia volta em boa posição e a cabecear para defesa apertada de Robles. Na outra área, Juan Castillo deixou fugir a bola na pequena área, Alejandro Marqués rematou à meia volta, mas Miguel Nóbrega estava no sítio certo para impedir o primeiro golo.
Aos 27 minutos, Samu desatou o nó do equilíbrio e apesar dos protestos locais. Boma limpou um cruzamento e foi derrubado pelo médio, Gonçalo Nogueira insistiu e serviu Samu que, à meia volta, atirou colocado junto ao poste, para inaugurar o marcador.
A resposta surgiu de imediato, pelos pés da magia africana que tem tomado a equipa da Linha de assalto. Rafik Guitane pegou no esférico, deixou dois adversários para trás e fez um passe a rasgar para a área, onde apareceu o matador Yanis Begraoui a armar um remate cruzado na passada para restabelecer a igualdade, ao fim de apenas dois minutos.
E se esse golo foi bom, o que dizer do que saiu dos pés da aposta de Luís Pinto para o onze? A 25 metros da baliza, Matija Mitrovic assumiu a cobrança de um livre direto e ainda bem que o fez, porque o remate de pé direito saiu com selo de golo, sobrevoou a barreira e levou a bola a entrar junto ao ângulo, deixando Juan Castillo pregado ao relvado. Foi o melhor lance do primeiro tempo, cuja má notícia foi mesmo a saída em lágrimas de Lominadze no apito para intervalo, talvez por lesão ou apenas frustração por ter feito a falta que deu origem ao momento mágico.
E tudo Marqués levou
Pizzi ocupou o lugar do georgiano e teve rapidamente de se adaptar ao ritmo de jogo, já que Samu ameaçou o bis pouco depois do reatamento. Não aproveitaram os vitorianos, festejaram os estorilistas à boleia da imprevisibilidade de Guitane, que agitou um defesa antes de cruzar para um cabeceamento espetacular de Alejandro Marqués, a restabelecer a igualdade, aos 56'.
Luís Pinto mexeu na equipa, mas o extremo argelino estava absolutamente intratável e a dar espetáculo no relvado. Depois de uma primeira ameaça, Marqués acabaria mesmo por chegar ao bis e, desta vez, bem pôde agradecer a Jordan Holsgrove que, num livre lateral, deu uma raquetada em arco na bola, que caiu de feição ao segundo poste, para o desvio certeiro do avançado venezuelano que confirmou a reviravolta. Quase como a comprovar a sensação vertiginosa da partida, Alioune Ndoye ficou muito perto de restabelecer o empate cinco minutos depois, mas falhou o alvo.
O minuto 77 ficou também marcado pelo regresso de Xeka aos relvados, 10 meses depois de uma lesão grave no joelho esquerdo. Os adeptos do Estoril nem sequer precisaram de se sentar, porque, logo a seguir, uma sequência confusa a meio-campo deixou a bola nos pés de Pizzi, que fez um passe delicioso de trivela a isolar Yanis Begraoui e o marroquino não perdoou à saída do guardião, anotando o 13.º golo no campeonato.
Até ao apito final, destaque ainda para a estreia do reforço Ejike Opara nos vitorianos. Com este resultado, o Estoril soma 26 pontos no nono lugar, mais um do que o Vitória SC, um lugar abaixo.
Melhor em campo Flashscore: Yanis Begraoui (Estoril).

