Recorde as incidências da partida
Ian Cathro (treinador do Estoril Praia):
“Entramos no jogo muito bem. Hoje foi um dia muito bom e os momentos dos golos deixaram claro o trabalho que os jogadores têm feito. Foi importante para os jogadores sentirem isso e é bonito ter acabo assim, com uma mostra do trabalho feito ao longo de muitos meses.
Olhando para o futuro, temos de cometer menos erros para fazer jogos mais completos. A forma como quero jogar coloca os jogadores mais perto do erro, a tarefa é mais difícil e hoje foi importante o que fizemos para validar esse processo que seguimos ao longo do ano. Foi um carimbo no nosso trabalho. Jogamos muito bem.
Quero viver o presente, ajudar os jogadores a melhorar, gosto muito deles e é altura de agradecer o trabalho que fizemos ao longo do ano. E obrigado a Portugal, porque a minha vida de facto mudou com a minha vinda para cá e eu e a minha família queremos ficar por muito tempo. Para isso temos de continuar a ganhar jogos”.
José Faria (treinador do Estrela da Amadora):
“Aqui ninguém se esconde, eu não me escondo e dou a cara. O futebol é o meu habitat e por aqui vou continuar, seja no Estrela, seja onde for. A bola muitas vezes não entra, embora queiramos que ela entre sempre. O futebol dá-nos coisas boas, mas também nos tira muito.
Não foi positivo hoje, foi muito mau, senti-me envergonhado e um clube como o Estrela não pode passar por isto. Mas não podemos ser ingratos por quem fez tanto pelo clube. Podíamos ter feito mais pontos, é duro sair desta maneira, mas o nosso querer é do mais puro que há. Quando assim é, essas forças do mal vão ter de passar mais uma noite sem dormir e com o Estrela da Amadora na primeira divisão.
Não fizemos as coisas bem e não é só ansiedade. São jogos difíceis e temos de olhar para dentro e perceber o que fizemos mal. Temos de planear melhor, escolher melhor, tem que ver com o caráter. Precisamos da ajuda de todos, que nos empurrem e não que nos apontem o dedo. Ano difícil, temos de melhorar, vamos melhorar, com o Faria ou sem o Faria.
O presidente convidou-me a assinar, mas não assinei nada. Sou um homem de caráter, que respeito todos. Se o presidente quiser que eu fique, eu fico. Mas se quiser que vá embora e que saia hoje, eu saio.
O Estrela tem-se vindo a estruturar em todos os departamentos, somos um clube muito bem organizado, mas apanhamos o barco a meio. Este ano escolhemos um caminho, mas já percebemos que não foi o correto, temos de melhorar. Sabemos os erros que cometemos, mas queremos fazer bem e temos todas as condições para fazer um melhor trabalho para o ano.
Paulo Lopo (presidente do Estrela da Amadora):
“No final deste mês faz cinco anos que o Estrela não existia. Foi preciso montar uma estrutura, foi preciso fazer obras no estádio, fizemos renascer o Estrela e isso ninguém pode negar. O clube cresceu mais rápido do que se estruturou. Refizemos um clube do zero e isso é inédito. Sabemos o caminho que estamos a fazer e onde ele nos vai levar. Fizemos um milagre mas não somos santos”.
