Rui Borges: "É dedo de todos, eu preciso dos jogadores e eles é que fazem de mim treinador"

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Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingČTK / imago sportfotodienst / Maciej Rogowski

Leia abaixo as declarações de Rui Borges, treinador do Sporting, depois da vitória por 5-1 diante do Vitória SC, em jogo da 32.ª jornada da Liga Portugal.

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Na flash interview

Análise à partida: "Acredito que o jogo com o Tondela não foi o que queríamos nem a exigência que desejávamos e temos de ter. Todos tínhamos noção disso. Hoje foi um jogo diferente, também fizemos logo dois golos e fomos eficazes, algo que se calhar não fomos nos outros jogos. Fomos crescendo, criando e fomos fazendo (golos). A malta um bocadinho mais confiante, mais atitude competitiva também, e era algo que eles queriam muito."

Vitória com dedo de treinador? "É dedo de todos, não é do treinador. Eu preciso dos jogadores e eles é que fazem de mim treinador, dou mérito a eles. Sei o fantástico grupo que tenho e que nem sempre as coisas correm como queremos, mas jamais deixam de ser os mesmos e de querer dignificar o Sporting. Há um momento ou outro em que não conseguimos, mas acima de tudo fomos bastante competentes. A mentalidade certa estava lá".

Bolas nas costas da defesa do Vitória: "Dentro da estratégia, claro que vamos percebendo e analisando o que o adversário nos possa dar. Eles também muito bem em momentos com bola a perceber onde nos podiam expor um bocadinho mais. Mas sim, dentro do que eles fazem, e dentro do que é o Vitória, gostam de ser pressionantes numa fase inicial, mas após ser batida a pressão dão algum espaço. A equipa foi percebendo, ativando o ataque à profundidade e criando situações de golo".

Gonçalo Inácio a titular: "Olho para o grande líder que é e pela importância que tem dentro de campo. É um pouco à imagem do Dani. Cerrou os dentes, quis estar com a equipa, treinou e sentiu-se minimamente disponível. É um líder, um capitão e fez um grande jogo. Na parte final estava a sentir um pouco mais e tentámos precaver um bocadinho. Mas é mais uma grande imagem dos líderes que temos".

Irregularidade exibicional tirou o Sporting do título? "Ficámos até ao fim a lutar, mas temos de olhar para as coisas boas. Perceber de que forma poderemos melhorar. São muitos jogos, jogos competitivos, perceber de que forma podemos ser mais regulares e competitivos nesta fase mais difícil com muitos jogos. Foram duas ou três semanas depois de oito ou nove meses fantásticos de muita regularidade. E nesta fase mais complicada fomos mais abaixo. É levantar a cabeça, olhar para o futuro e perceber de que forma podemos continuar a ser regulares".

Devoção (palavra na camisola) é a palavra de ordem para o que resta? "Sem dúvida. É um lema do clube e assim será. Temos de nos manter fiéis a nós mesmos e mostrar o porquê da grande maioria dos jogadores ter tantos troféus e estar na história do Sporting".

Na sala de imprensa

100 jogos de Eduardo Quaresma: "Em relação ao Edu significa crescimento naquilo que ele gosta e se sente confortável. Tem crescido nesse aspeto e estou feliz por ter atingido essa marca. Em relação ao jogo, entrámos minimamente nervosos durante cinco dez minutos e nas duas situações que temos de finalização, fazemos dois golos, fomos melhorando, fomos crescendo. Fomos fazendo aqui e ali e acaba por ser um resultado justo pelas oportunidades claras que tivemos. A equipa foi demonstrando qualidade."

Mensagem da Devoção na camisola: "É o lema do Sporting. Está mais a minha praia, calça de ganga, é mais a minha cara. Gostei da sweat porque tem o lema do Sporting, tem a ver com a coleção do Sporting, só isso, nada de extraordinário."

Renovação de Daniel Bragança: "Para mim ele tem contrato com o Sporting e está feliz. Isso é demonstrativo no que faz em campo. Sabe muito bem da confiança do treinador, que é total e da estrutura também. São coisas a rever no futuro e muito mais com ele e com a estrutura do que para comigo."

Interesse em Zalazar: "Zalazar é um grande jogador do SC Braga como há muitos no nosso campeonato e em equipas que até podem descer de divisão. Podíamos estar aqui a falar de vários jogadores do futuro, mas não interessa."

Segundo lugar será por mérito ou erros de arbitragem? "Estou preocupado em ganhar os meus jogos. Tenho mais dois jogos no campeonato e quero ganhá-los para tentar ficar no segundo lugar. Depois temos a final da Taça e queremos ganhar esse troféu mais do que jogadores que possam interessar. Os lugares são ganhos por mérito sejam eles quais forem."

Sporting entrou bem, mas sentiu-se que a bola picava: "Os primeiros dez minutos, notou-se que a malta estava ali um bocadinho tensa para perceber o que é que o jogo ia dar. Depois fomos ganhando confiança. Foi importante fazer o golo na bola parada, fizemos outro e fomos crescendo. Depois notou-se no coletivo. Fomos criando várias oportunidades após o 2-0. Fizemos dois jogos que não foram tão bons da nossa parte e é natural que mexam com a cabeça dos jogadores e treinadores, mas depois fomos crescendo."

Morita e Geny com queixas: "Estavam os dois um bocadinho desconfortáveis e por precaução tirámo-los."

Regresso de Ioannidis depois de Inácio? "O Ioannidis espero vê-lo até ao fim e espero que jogue nem que seja na última jornada ou na Taça, um pouco à semelhança do Morten (Hjulmand). O (Gonçalo) Inácio quis estar com o grupo, um pouco à semelhança do Dani (Bragança) há duas semanas na Taça. Mordeu o dente e mostrou o grande líder que é. Fez um grande jogo e acabámos por tirá-lo na parte final, pois já estava a sentir algumas dores. Foi um grande capitão dentro de campo."

Dupla Morita-Bragança: "Morita tem feito uma grande época e o Dani nestes meses que voltou à equipa. São dois jogadores que nos dão qualidade com bola e são jogadores que não fogem do jogo, passam confiança para o resto da equipa e têm impacto na parte ofensiva."

Semana limpa é importante? "É muito importante. Mesmo hoje já se notou um bocadinho. Vem a parte da mentalidade agora. Sentimos nestes últimos dois jogos não termos tido as melhores exibições e agora até à Taça entrámos em semana normais. Espero que a equipa demonstre outra energia, que nos foi caracterizando quase em toda a época e nos faltou neste último mês. É importante o tempo, o respirar, o estar de folga com a família e não na academia a toda a hora. Já devem estar fartos de ouvir o treinador porque é só palestras e as semanas normais ajudam muito."

Vídeo de Hjulmand: "Muito importante. É o nosso capitão. Não está com a equipa e também sente muito essa impossibilidade de estar com o grupo e foi a forma que ele achou que podia ajudar muito. Acho que ajudou e foi importante as palavras dele não só para o grupo, mas também para os nossos adeptos. Eles não eram os melhores do mundo, mas estes 15 dias não apagam os momentos fantásticos que tivemos."

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