Análise: Controlámos de início ao fim, o Estrela tem dois ou três lances de bola parada. É uma equipa forte em duelos, competitiva nesse sentido. Num campo em que conseguimos trazer o ambiente para o nosso lado com os nossos adeptos. Primeira parte onde podíamos ter marcado logo nos primeiros 15 minutos. Depois dos 20, 25 minutos o Estrela consegui adormecer o jogo, entrámos nesse ritmo, com a expulsão ficou mais lento. Começámos a prender a bola, pouca largura, velocidade no variar a bola. Ao intervalo precisávamos de gente na largura, um para um no último terço. Puxámos o Quenda para dar largura na direita, o Geny Catamo dá mais capacidade de aceleração no último terço. Depois do 1-0 desbloqueamos log ao seguir, podíamos ter feito o2-0 mais cedo. Os golos foram surgindo com naturalidade, é um jogo simples de analisar”.
Gyökeres: “Faz claramente a diferença num jogador como ele, numa equipa como a nossa. Vivemos muito do que ele dá, do que os jogadores mais ofensivos dão. Jogámos com Zeno Debast e Eduardo Felicíssimo que são dois médios que não vão dar muito na criação. Já disse várias vezes que é extraordinário. É aproveitar o poder desfrutar dele diariamente, ele a treinar é a mesma coisa, o mesmo exemplo, é competitivo, ambicioso e transporta isso para equipa. É uma equipa jovem e precisamos que alguém passe essa ambição.
Atitude: “Não só hoje, foi sempre. A equipa agarrou-se e bem, com todos os contratempos que aconteceram desde que chegámos agarramos sempre a isso. A atitude tem de estar lá, porque se tiver lá vamos ganhar. Tem aumentado, a energia da equipa é diferente, a ambição, a atitude competitiva. O Zeno era um defesa com dificuldades nos duelos, jogo aéreo, está a crescer, está a dividir mais duelos. Vai melhorar e ser um jogador melhor nesse sentido. A equipa está focada, é uma família enorme. A dinâmica diária do Sporting tem sido importante, está tudo a lutar para o mesmo e isso transporta-se para o jogo”.
Reveja aqui as principais incidências da partida
Luta pelo título: “Estamos focados o que controlamos que são os nossos jogos. Não olho para o adversário. Ganhou, mas nós tínhamos de fazer a nossa parte. Somos obrigados a uma coisa. Cada um dar o seu melhor. Se assim for vamos ser competitivos e vamos ganhar. Depois torna-se difícil perante esta massa associativa que tem andado atrás de nós, jogámos em casa hoje e isso é importante. A energia positiva que se passa de fora para dentro e de dentro para fora tem de ser uma só. Fico arrepiado, adoro olhar e ver a moldura humana que está. Jamais deixaram-nos de apoiar, nunca desconfiar. Isso é importante. Passa muito dos nossos adeptos passar a energia para dentro, não desconfiar nunca. Vai ser difícil até ao fim”.
Taça de Portugal: “É uma meia-final a dois jogos. Queremos muito estar na final da taça e vamos fazer o melhor possível para fazer um grande jogo. Os nossos adeptos estarão em força e depois com uma vitória em nossa casa para estar na final”.
Geny Catamo e Quenda nas faixas: “Se formos por estatísticas, o Iván Fresneda tem três golos. Se formos por estatísticos é tudo subjetivo. O Geny nem foi ala, foi interior”.
Biel: “Não se trata de desaparecimento nenhum, treina todos os dias com a equipa felizmente. São opções de treinador, ele respeita. Tem trabalhado no que tem de melhorar. Nesta fase está a passar por outros jogadores. Eu tirei o Esgaio que fez dois grandes jogos a central direito. Mereia sair? Não. São opções. Todos têm de estar prontos, porque quando ganhamos, ganhamos todos”.
Algum treinador adversário desejar que o Sporting seja campeão: “Nenhum me disse, por acaso. Não me importa isso. É olhar para o que controlamos e não nos preocupar com o resto. É nós, Sporting, estrutura, adeptos que têm sido fenomenais”.
