Rui Borges lamenta falta de tempo para treinar: "Quando cheguei ao Sporting, eram jogos e jogos"

Rui Borges, treinador do Sporting
Rui Borges, treinador do SportingMANUEL FERNANDO ARAUJO/LUSA

O treinador do Sporting, Rui Borges, queixou-se esta terça-feira da falta de tempo quando assumiu o comando técnico dos “leões”, sublinhando que a sucessão de jogos foi uma condicionante para implementar a sua ideia de jogo.

“Quando cheguei ao Sporting, cheio de vontade, cheguei para lutar para ser campeão e, de repente, quero treinar e não posso treinar. Tenho jogos e jogos e tenho de ganhar. Foi uma dificuldade grande, para mim”, referiu o treinador.

Ao intervir no painel “Treinar no Alto Rendimento” no Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), em Albufeira, no Algarve, Rui Borges assumiu-se como um “obcecado pelo treino”, dada a sua importância no desenvolvimento da equipa.

O responsável técnico recordou o impacto inicial da chegada ao clube leonino, no qual encontrou um contexto de elevada pressão competitiva, “sem tempo para treinar as ideias de jogo”.

Segundo Rui Borges, a “ausência de tempo para trabalhar todos os momentos do jogo” foi um dos maiores desafios desde a sua chegada, agravado por lesões e pela necessidade de adaptação ao plantel disponível.

Forma de Portugal
Forma de PortugalFlashscore

“Numa fase inicial foi uma dificuldade enorme, porque não tinha tempo para treinar. Sou muito de trabalhar todos os momentos e acredito que estamos mais preparados para vencer se estivermos bem idealizados com cada momento do jogo específico”, concluiu.

O técnico defendeu que “uma equipa equilibrada em todos os momentos” está mais próxima do sucesso, mas admitiu dificuldades em aplicar esse princípio no atual contexto competitivo.

Segundo o treinador, a exigência do calendário obriga a uma gestão criteriosa do trabalho disponível, com foco no essencial.

“Às vezes é difícil conseguir ir a tudo, por isso coloco o foco no essencial, dentro daquilo que é uma ideia, dentro daquilo que também estrategicamente conseguimos ajustar ou não”, apontou.

Rui Borges adiantou que acredita que a repetição do treino, resulta em melhores prestações da equipa, revelando que há semanas sem treino, seguida de “outra normal e onde se consegue ir buscar alguma coisa ao treino”.

O calendário do Sporting
O calendário do SportingFlashscore

O treinador destacou que essas semanas permitem consolidar aspetos estratégicos e identitários da equipa, refletindo-se no rendimento em jogo.

“Trabalhamos algo que é nosso e chega ao jogo e estamos melhores, porque o treinamos. O não treinar, vamos perdendo alguma coisa, pequenos hábitos, porque não treinamos sistematicamente”, concluiu.

O treinador do Sporting participou numa das conferências do Fórum da ANTF, com Carlos Carvalhal e Paulo Fonseca, este último por videoconferência, no painel que encerrou o evento em Albufeira e no qual participaram mais de mil técnicos durante dois dias.

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