“Trata-se de um projeto autónomo em termos de financiamento e que em nenhum momento irá comprometer a nossa capacidade de investimento nas nossas equipas. Pelo contrário, no médio prazo, irá permitir reforçar esse investimento e a nossa qualidade”, disse Rui Costa.
No discurso de abertura da AG, o presidente do Benfica argumentou que o projeto, que prevê alargamento da capacidade do estádio e uma intervenção com múltiplas valências na zona envolvente, é estratégico e visa dotar o clube de infraestruturas para enfrentar o futuro.
“O Benfica District (…) confere ao Benfica uma relação ainda mais próxima e envolvente com os seus adeptos, mais receitas, maior potencial de investimento nas nossas equipas e, por conseguinte, uma maior capacidade de competir a nível nacional e internacional”, referiu.
Rui Costa sublinhou o aumento que se prevê de uma capacidade para 80.000 lugares no estádio e que “toda a área envolvente do estádio será transformada”, beneficiando o clube e os sócios com mais e melhores instalações.
O responsável máximo do emblema da Luz adiantou ainda que as opções tomadas no que diz respeito ao financiamento do projeto, ao modelo de exploração e às receitas a serem geradas também serão indicadas aos sócios nesta AG.
A Assembleia Geral extraordinária para a votação encontra-se a decorrer no pavilhão n.º2 do Estádio da Luz, em Lisboa, em modelo híbrido, com a escolha a poder ser presencial ou remota, pelo site oficial na internet ou através da aplicação do clube.
Os trabalhos são transmitidos em streaming, na página oficial do clube, e a votação está prevista até às 17:30, embora o modelo via internet esteja a sofrer durante a manhã perturbações, com dificuldades de acesso à página oficial do clube e à votação por parte dos sócios.
O "Benfica District", que pretende revolucionar todo o espaço envolvente ao Estádio da Luz, em Lisboa, e cuja meta de conclusão é o Mundial-2030 de futebol, tem um investimento estimado na ordem de 220 milhões de euros (ME).
O projeto prevê ainda a construção de um pavilhão multiusos com capacidade para 10.000 pessoas, dois pavilhões desportivos com 2.500 e 1.500 lugares, uma piscina comunitária, um teatro e local para eventos com capacidade para 500 pessoas, um campo de futebol ao ar livre, uma pista de atletismo e ainda instalações comerciais, hoteleiras e residenciais.
Esta AG extraordinária no clube liderado por Rui Costa, reeleito em outubro, surge numa altura em que a equipa de futebol se atrasou ainda mais na luta pelo objetivo primordial, estando a 10 pontos do líder FC Porto na Liga.
