Recorde as incidências do encontro
As baixas obrigaram o Estrela a apresentar-se com quatro mudanças no onze inicial, ao contrário do Gil Vicente, que teve em Hevertton a única novidade no onze. Sem um avançado de raiz, o conjunto tricolor procurava recuperar o registo goleador depois de duas jornadas consecutivas sem marcar, mas a boa entrada do Gil Vicente deixou evidentes as fragilidades defensivas do Estrela.

VAR com ligação à Reboleira
Santi García obrigou Renan Ribeiro a uma grande defesa aos 8 minutos, mas o ex-guarda-redes do Sporting não conseguiu evitar o golo de Murilo (14'), na sequência de um penálti de Kevin Jansson sobre Héctor Hernández, para o 0-1 da equipa de Barcelos.
A vantagem era justificada e podia ter sido dilatada logo a seguir, quando Santi García (18') apareceu em boa posição para fazer o 0-2, mas um desvio acabou por resultar em pontapé de canto e evitou o cenário mais difícil para o Estrela, que depois de uma fase apagada acabou por encontrar espaços para ferir a defesa gilista.

Sem uma referência fixa na frente, a ideia do Estrela passou por procurar Ianis Stoica no espaço. O romeno será provavelmente um dos beneficiados caso a lei Wenger seja aprovada um dia, mas enquanto tal não acontece o golo do empate (27' e 39') foi anulado duas vezes por fora de jogo, embora no primeiro caso tenha sido necessário mais tempo para confirmar que a posição do avançado improvisado era irregular.
Calcanhar abriu caminho à loucura
O ambiente nas bancadas estava bom e o jogo continuou interessante, até porque a margem mínima deixou abertura para uma segunda parte frenética, com as duas equipas a mostrarem capacidade de resposta e a fome de vitórias para tentar pôr um ponto final no mau momento.
O Estrela foi a primeira equipa a dar o golpe. Paulo Moreira inventou o golo de Jovane Cabral (54') com uma assistência de calcanhar, mas o mérito também deve ser dado a Abraham Marcus pelo passe para o médio na pequena área do Gil Vicente.
O antigo extremo do FC Porto estava ligado ao jogo e provou isso mesmo ao minuto 67, quando Lucão, que voltou a não convencer, largou um livre potente de Jovane Cabral. Abraham Marcus foi o mais rápido a reagir e fez o 2-1, lançando o encontro para minutos finais frenéticos.
Depois da reviravolta, seria normal que João Nuno procurasse reorganizar a equipa defensivamente, mas nem houve tempo para conversas. Logo na saída de bola, Santi García (68') bateu finalmente Renan, depois de um duelo intenso com o brasileiro na primeira parte, e, de pé esquerdo, aproveitou a assistência de classe de Héctor Hernández para fazer o 2-2.
O desgaste daqueles minutos loucos deixou as duas equipas sem capacidade para voltar a procurar a vantagem no marcador e Lucão redimiu-se ao negar o golo a Rodrigo Pinho (83') com uma boa intervenção. Tanta fome de vitória acabou mesmo por resultar num empate.
Homem do jogo Flashscore: Santi García (Gil Vicente)

