Vasco Botelho da Costa: "No nível físico e mental, a equipa do Porto é extraordinária, estratosférica"

Vasco Botelho da Costa, treinador do Moreirense
Vasco Botelho da Costa, treinador do MoreirenseMoreirense FC

O treinador Vasco Botelho da Costa afirmou este sábado que o Moreirense encara com “máxima seriedade” a visita a um FC Porto “extraordinário”, sobretudo na pressão, em desafio da 26.ª jornada da Liga Portugal.

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Ciente de que os seus jogadores estão “mais confortáveis” após somarem os 35 pontos que considera necessários para a manutenção no principal escalão, o técnico realçou “o enorme mérito” com que a formação minhota atingiu esse patamar de “grande tranquilidade” e prometeu superação perante as dificuldades que se adivinham no domingo, no Estádio do Dragão, perante o líder do campeonato.

Seria sempre um jogo no qual não é difícil motivar os jogadores. Há muita vontade de marcar presença em grandes palcos, onde se decidem campeonatos. Está tudo em aberto na Liga. Olhamos para este jogo com máxima seriedade para dar a melhor imagem possível”, disse, ao projetar o encontro marcado para as 20:30.

Para o treinador, de 37 anos, o “grande desafio” da equipa de Moreira de Cónegos, desprovida de sete jogadores, seis deles por lesão, é corrigir as dificuldades apresentadas na ronda anterior, perante o Nacional (1-1), e exibir “índices competitivos” para ombrear com os dragões nos 90 minutos, sabendo que o adversário se distingue pela capacidade de pressionar e pelo rigor defensivo.

O FC Porto começa a época a pressionar a campo inteiro. Não é fácil, semana após semana, pressionar 90 minutos. Quando tem de baixar linhas, baixa, mas vemos na cara dos jogadores que têm prazer em defender, em trancar a baliza. No nível físico e mental, a equipa do Porto é extraordinária, estratosférica, do melhor que me lembro desde que vejo do futebol”, observou.

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Impressionado com “o compromisso total que se vive” no seio do emblema azul e branco, Vasco Botelho da Costa perspetivou ainda um jogo diferente daquele em que o FC Porto venceu em Moreira de Cónegos, por 2-1, com uma reviravolta selada nos instantes finais, lembrando a influência das maiores dimensões do relvado do Dragão.

O FC Porto é uma equipa que não corre assim tantos riscos na construção, que procura estar sempre equilibrada, que tenta usar o jogo longo para espaçar o adversário. No campo do Moreirense, é mais simples controlar a profundidade e a largura. Será um jogo mais exigente para controlar a organização ofensiva do Porto”, descreveu.

O técnico rejeitou ainda “qualquer tipo de influência” do facto de os portistas receberem os cónegos entre a primeira e a segunda mão dos oitavos de final da Liga Europa, perante os alemães do Estugarda.

Consumado o principal objetivo da temporada, o timoneiro referiu ainda que o Moreirense quer obter a melhor classificação possível, vincando que “não é igual acabar em 12.º ou 11.º, em 11.º ou 10.º", e melhorar a sua prestação nos confrontos diretos com os adversários da frente, algo que crê estar mais próximo à medida que os seus pupilos os defrontam mais vezes.

A lição que tiramos dos jogos contra estas equipas é experiência. Há momentos em que a camisola da equipa grande, por si só, faz alguma diferença e as equipas já entram a perder 1-0. Quando estes jogos se tornam hábito nos nossos atletas, já não vai haver aquela ansiedade e nervosismo. Hoje estamos mais preparados e tranquilos para jogar este jogo”, frisou.

O Moreirense, sétimo classificado da Liga Portugal, com 35 pontos, visita o FC Porto, líder, com 66, em partida agendada para domingo, às 20:30, no Estádio do Dragão, no Porto, com arbitragem de Carlos Macedo, da associação de Braga.