Recorde aqui as incidências do encontro
Carlos Vicens (treinador do SC Braga):
“Fácil não foi, o jogo acabou por ter um resultado volumoso porque entrámos com a mentalidade necessária para isso desde o princípio. Se não tivéssemos um nível de energia e ambição altos e um dinamismo elevado frente a uma equipa bem organizada defensivamente, íamos ter dificuldades. A equipa soube que quando não tivesse bola ia ter que fazer um esforço coletivo muito grande e esses foram os fatores mais determinantes.
Jogo ideal depois do jogo exigente de quinta-feira na Liga Europa? Foi o jogo ideal porque nós o convertemos nisso, a equipa respondeu bem à mensagem que eu lhes deixei nos dias prévios. Vínhamos de um jogo de uma exigência muito alta e vais ter outro também exigente nos Países Baixos na quinta-feira (com o Go Ahead Eagles, para a Liga Europa) e este era um jogo fundamental para as nossas aspirações na Liga. A equipa captou a mensagem e competiu como equipa e depois com um nível de energia e ambição muito altos.
Claro que é importante deixar a nossa baliza a zero. Mas, mais do que isso, é a pouca quantidade de ocasiões que a equipa vem oferecendo aos adversários. As equipas sabem que vão chegar poucas vezes à nossa baliza e têm que aproveitar esses lances e é precisamente aí que tens que ter um nível de concentração mais alto do que o normal. Esses momentos são determinantes e viu-se isso em alguns lances na segunda parte, a equipa foi exemplar aí.
O Barisic completou todos os treinos da semana, pensámos que estava em condições para se estrear hoje e acho que esteve bem, sóbrio e concentrado. Esteve bem com a bola, tomou boas decisões e mostrou ter boa química com os companheiros até já nos treinos. Ajuda a que a equipa tenha maior solidez defensiva”.
Custódio Castro (treinador do Alverca):
“O jogo não foi aquilo que queríamos que fosse e frente a uma equipa que tinha jogado há dois dias. Até parece que a entrada no jogo foi boa, mas com o desenrolar do jogo o primeiro golo abalou. O SC Braga é a equipa que mais posse tem na Liga e precisávamos de agressividade, mas não a tivemos. Não fomos capazes de entrar em duelos, estivemos longe da bola e ao intervalo era difícil mudar alguma coisa. Tentámos mudar algo, recuperar a identidade, sermos mais agressivos, mas foi complicado. Estivemos muito longe do nosso desempenho e o mais importante é recuperar o mais rápido possível.
O campeonato tem sido muito importante para o desenvolvimento do clube. Não queremos baixar demasiado as expectativas, mas queremos muito ficar na Liga para o Alverca crescer. Se olharmos para o plantel e quantos jogos estes jogadores têm na Liga será um número bem baixo. O crescimento tem sido grande e jogar em diferentes estádios tem sido muito bom para o seu crescimento. O nosso grande objetivo é que o Alverca fique na Liga e depois fazer crescer a equipa, surgindo individualidades.
O que disse ao intervalo? Se pudesse, mudava mais jogadores? Só podemos mudar cinco jogadores de uma vez, mas isso é um risco, pode correr alguma coisa mal e o treinador tem de ter cabeça fria. Disse-lhes que não era a nossa identidade e que era importante recuperá-la. Disse-lhes que acredito muito neles, eles sabem disso desde o primeiro dia, e foi relembrar um pouco isso. Podemos tirar muitas coisas para aprender do jogo de hoje e crescer com isso. Temos muitos jogadores novos, com pouca experiência de Liga e é importante que eu seja um líder e um guia para eles e é isso que tento fazer todos os dias.
Regresso a Braga foi especial? Devo ter perto de 300 jogos pelo SC Braga entre jogador e treinador e é normal que seja algo emotivo, mas não tem propriamente a ver com o jogo. É natural também que haja algum reconhecimento, mas o meu grande objetivo é ter o reconhecimento dos adeptos do Alverca e isso passa manter a equipa na Liga”.
