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Miguel Ribeiro: “Nas duas últimas épocas as transferências do Famalicão ultrapassaram os 20 milhões de euros"

Miguel Ribeiro, presidente do Famalicão, no Thinking Football
Miguel Ribeiro, presidente do Famalicão, no Thinking FootballLiga Portugal

Miguel Ribeiro, presidente do Famalicão, esteve no TFS Stage e mostrou confiança no processo de centralização dos direitos audiovisuais, assim como no crescimento sustentado da Liga Portugal.

O presidente do FC Famalicão, Miguel Ribeiro, subiu ao palco do TFS Stage do Thinking Football Summit, na tarde desta sexta-feira, onde abordou, entre outros temas, o processo de centralização dos direitos audiovisuais da Liga Portugal.

É um desafio que o Famalicão não controla. Está plasmado na lei. Temos em 2026 que é uma data importante e em 2028 que será o deadline. O que sabemos é que este caminho será feito por pessoas competentes, um pouco na senda do que foi feito por outros exemplos. O Famalicão vive numa comunidade, que é a Liga Portugal. Todos nós vamos crescer à medida que o grupo cresce. O que acho é que os clubes, grandes ou os da sua escala, devem pautar-se por um princípio de equidade. Sinto que isso está a acontecer. Mas equidade é estabelecermos equilíbrios entre situações, clubes e desafios diferentes que no final se transformam num rácio igual. E acredito, que com a tranquilidade das organizações que nos dirigem, com a posição da Liga Portugal, que a própria FPF será um parceiro importante e que o bom senso e a sensibilidade dos presidentes que hoje orientam os clubes em Portugal consigamos atingir um bom ponto. Até porque nós não vamos descobrir a roda. Nós vamos fazer o que Espanha, Itália, França, Alemanha e Inglaterra já fizeram. É natural que vamos ter o equilíbrio, a ponderação e a competência para olhar para esses modelos, replicar o que for replicável na nossa Liga, perceber que há coisa que são absolutamente possíveis de serem replicadas e outras que são impossíveis… Desde logo pela dimensão do país e da população”, afirmou, numa conversa moderada por Rui Orlando.

O responsável máximo da SAD famalicense afirmou, ainda, que é necessário continuar o caminho de agregação no futebol profissional, assente na competência dos dirigentes. 

O futebol português é uma bandeira fortíssima, sem paralelo, talvez, do que é Portugal no Mundo. Pelos jogadores que temos lá fora, com Cristiano Ronaldo à cabeça, pelos treinadores, pelos dirigentes e pela marca Portugal. O nosso desafio é continuar a construir uma Liga agregadora, vocacionada para o talento, e que percebam que o jogador português sai à sexta-feira de Portugal e pode jogar ao domingo na Premier League. Porque sai preparado. É este talento e competência que temos no futebol português que nos vai levar, até na questão da centralização, a bom porto”, considerou.

Miguel Ribeiro apresentou, igualmente, o caso de sucesso do emblema que dirige: “Quando o Famalicão iniciou este rumo, em 2018, era muito claro que a ideia era fazer um clube de primeira divisão, na segunda divisão. Mas dotar o Famalicão de uma primeira fase, onde construímos departamentos e uma visão e filosofia. Quando subimos de divisão definimos, de forma muito clara, a nossa visão e filosofia, que assentava no jogo e no jogador. O nosso modelo visou sempre a sustentabilidade. Numa primeira fase vamos tirar do investimento, que nos permitiu criar a base, em que pudéssemos ser sustentáveis em cima desta visão. E nós somos sustentáveis nos jogadores. O Famalicão está num patamar, nas duas últimas épocas, em que as transferências de jogadores ultrapassaram os 20 milhões de euros”, revelou.