O acordo, que avalia o clube em mais de 100 milhões de euros, ainda está sujeito a algumas etapas, nomeadamente à apresentação perante a entidade reguladora financeira do futebol francês, a DNCG, esclareceu a fonte, confirmando uma informação avançada pelo L'Equipe.
Chegado à liderança dos Amarelos e Verdes em 2007, o empresário franco-polaco tinha manifestado, nas últimas semanas, o seu enorme cansaço, numa altura em que o seu clube não fez mais do que cair de rendimento nas últimas épocas, até à descida à Ligue 2 neste verão.
Três propostas pareciam estar na corrida no início do verão, mas foi a liderada por Tavares que rapidamente se destacou.
Conhecido, entre outras coisas, por ter levado o treinador português Leonardo Jardim para o Mónaco em 2014, Tavares, à frente da sua empresa Phenix Sports Invest, reuniu um grupo de investidores e convenceu Kita a ceder o controlo.
O precedente de 2019, quando o fundo de investimento britânico LFE Footbal Group Limited foi rejeitado pela DNCG, recomenda, no entanto, prudência.
Até porque a quantia proposta, que poderá mesmo chegar aos 125 milhões de euros com determinados bónus, parece muito elevada para um clube da Ligue 2 que não é proprietário nem do seu estádio nem do seu centro de treinos, num cenário económico devastado do futebol francês.
O nome de Tavares já tinha surgido nos últimos anos nos processos de compra dos clubes de Valenciennes e Saint-Étienne, sem que qualquer operação avançasse.
Cerca de 30 milhões de euros já foram depositados numa conta bloqueada tendo em vista a apresentação perante a DNCG, garantiu a mesma fonte à AFP
