Dono da SAD do Cruzeiro reage à ida de Leonardo Jardim ao Flamengo: "É um direito dele"

Leonardo Jardim ao lado de Pedro Lourenço, dono da SAD do Cruzeiro
Leonardo Jardim ao lado de Pedro Lourenço, dono da SAD do CruzeiroGustavo Aleixo/Cruzeiro

Pedro Lourenço, dono da SAD do Cruzeiro, respondeu sobre a ida de Leonardo Jardim, seu amigo pessoal, para o Flamengo. O mandatário da Raposa preferiu não aumentar a polémica sobre o assunto, destacando que todos os esforços do clube estão concentrados na final do Campeonato Mineiro. O jogo decisivo contra o Atlético-MG acontece no domingo, no Mineirão.

"A nossa preocupação no Cruzeiro hoje é com o jogo de domingo. Com todo respeito que temos pelo nosso adversário, estamos concentrados no jogo de domingo. Fazer um grande jogo domingo", iniciou Pedro Lourenço, em entrevista à Rádio Cultura, de Lavras, Sul de Minas, durante a inauguração de mais uma loja da sua rede de supermercados. 

"A questão do Leonardo Jardim eu não quero comentar, porque é um direito dele. O mundo é livre. Ele vai para onde acha que deve ir. É a cabeça dele e não quero interferir nisso", acrescentou o empresário. 

O novo técnico do Flamengo havia prometido na temporada passada que só treinaria um clube no futebol brasileiro: o Cruzeiro. 

Mesmo com contrato até ao fim deste ano, Leonardo Jardim decidiu deixar o Cruzeiro alegando problemas pessoais. Pedrinho ofereceu todas as condições para que o técnico permanecesse, incluindo um salário alto e até mesmo a possibilidade de deixar um técnico interino à frente da equipe até que Leonardo Jardim resolvesse as suas situações pendentes na Europa. 

O português, no entanto, não aceitou as condições e encerrou o seu ciclo no conjunto celeste. Com o mau início de Tite, criou-se uma expectativa de que Leonardo Jardim pudesse regressar a qualquer momento a Belo Horizonte. Mas isso não aconteceu. Chamado de Judas pelos adeptos do Cruzeiro nas redes sociais, a opção de Leonardo Jardim foi chegar a acordo com outro clube no Brasil: o Flamengo. 

Na sua primeira conferência de imprensa como treinador do rubro-negro, o técnico português minimizou a promessa sobre o Cruzeiro, apontando que as suas palavras foram ditas de forma ingénua e no calor do momento. 

"Fui emotivo porque acreditava que o projeto seria a longo prazo, mas também fui ingénuo, uma coisa que não costumo ser porque sou muito pragmático, mas às vezes a emoção leva-nos a ter algumas tiradas infelizes. Agora como treinador do Flamengo, o capítulo do Cruzeiro passou e quero estar focado nesse novo capítulo", disse.