Recorde aqui as incidências do encontro
Apesar de muita coisa ter mudado para os Villans, graças às vendas de Emi Martinez, Ollie Watkins, Lucas Digne, Youri Tielemans, Ezri Konsa e Morgan Rogers, Unai Emery esperava que alguns dos seus novos reforços – Aaron Wan-Bissaka, Alejandro Garnacho, Matteo Ruggeri, Zion Suzuki e Nicolas Jackson – conseguissem entrar logo em grande frente aos campeões em título.
Arsenal com domínio claro da posse de bola
Com 12 vitórias em 19 jogos em casa na época passada, o Villa não ia facilitar a vida aos adversários, e a primeira grande oportunidade pertenceu mesmo aos anfitriões, aos 12 minutos, quando Emi Buendia acertou no ferro.
Apesar de o Arsenal ter tido as melhores oportunidades iniciais, nenhuma delas incomodou verdadeiramente Suzuki na sua estreia, e mesmo os 71% de posse coletiva não resultaram em mais do que algumas trocas de bola vistosas.

Matty Cash e Ross Barkley estavam a trabalhar a dobrar na defesa. O primeiro venceu três dos quatro desarmes que tentou e o segundo ganhou todos os três que disputou.
Ian Maatsen parecia ser o jogador mais ativo em campo, mas apesar de ter terminado o jogo com 13 duelos individuais disputados, mais do que qualquer outro jogador de ambas as equipas, só venceu três deles, o que diz muito sobre o seu desempenho na noite.
Rice e Odegaard no comando
O jogo teve um bom ritmo, muito graças à excelente arbitragem de Jarred Gillet, e os Gunners desfrutaram de longos períodos de posse de bola.
Declan Rice (92,2% de passes certos) e Martin Odegaard (93,2%) estiveram imperiais no passe, e os jogadores do Villa muitas vezes só podiam assistir enquanto a bola circulava à sua volta.

Talvez a única verdadeira surpresa tenha sido o facto de nenhuma das equipas ter conseguido um único remate enquadrado antes do árbitro apitar para o intervalo.
Kai Havertz, frequentemente o desequilibrador dos londrinos, só tocou na bola sete vezes antes do intervalo e esteve quase sempre fora do jogo.
Saka decide a partida
O facto de só ter conseguido um remate em todo o jogo reflete bem o que foi a partida, com apenas Bukayo Saka a conseguir mais (dois remates).
Uma das tentativas do inglês resultou no golo da vitória, um remate de pé direito dentro da pequena área pouco antes da hora de jogo, depois de Riccardo Calafiori ter conseguido chegar à linha de fundo e cruzar.
Esse golo pareceu apenas motivar ainda mais os anfitriões, com Jackson a destacar-se numa excelente estreia. Os seus três dribles bem-sucedidos em quatro tentados e quatro duelos individuais ganhos em cinco mostram bem a sua influência.
Os colegas seguiram-lhe o exemplo, com Cash, Barkley e John McGinn a ficarem perto do golo, numa fase em que o Villa pressionava à procura do empate.
Sem remates enquadrados do Villa
No entanto, após uma série de substituições, e já depois dos 80 minutos, os anfitriões continuavam sem qualquer remate enquadrado.
Na verdade, quando soou o apito final, o zero manteve-se na coluna dos remates enquadrados, algo que certamente terá irritado Emery.

O seu homólogo, Arteta, talvez preferisse um jogo mais tranquilo nesta fase inicial da época, mas a sua satisfação no final era evidente.
O espanhol terá ficado especialmente satisfeito com o rendimento de Saka, e não apenas pela veia goleadora.
Arsenal partilha liderança, Villa partilha último lugar
18 duelos individuais disputados, dos quais 12 ganhos, ambos os duelos aéreos vencidos, 80,9% de passes completos e seis toques na área adversária – mais do que qualquer outro jogador em campo – valeram-lhe o prémio de homem do jogo.
Segundo na tabela apenas devido ao registo de golos, é precisamente o tipo de arranque de época que os Gunners desejavam.
Pelo contrário, duas derrotas em dois jogos colocaram o Villa no fundo da tabela, o que tem de preocupar Emery, sobretudo tendo em conta o contexto de tantas mudanças no plantel.
Com a Liga dos Campeões a começar em breve, os Villans não se podem dar ao luxo de um arranque lento na Premier League, sob pena de terem de correr atrás do prejuízo desde o início.

