Análise: Três coisas que aprendemos no empate entre Leeds e Manchester United (1-1)

Ruben Amorim, treinador do Manchester United
Ruben Amorim, treinador do Manchester UnitedNews Images, News Images LTD / Alamy / Profimedia

O Manchester United foi travado num empate 1-1 frente ao Leeds em Elland Road, este domingo. Eis três lições que tirámos do jogo.

Recorde as incidências da partida

Elland Road viveu um ambiente eletrizante quando o Manchester United atravessou os Peninos para defrontar o velho rival Leeds no primeiro jogo deste domingo (4 de janeiro). Infelizmente, o encontro ficou aquém das expectativas.

Foi apenas pouco depois da hora de jogo que o nulo foi desfeito. Brendan Aaronson fez explodir os adeptos da casa ao temporizar na perfeição a sua desmarcação, correspondendo a um excelente passe de Pascal Struijk e batendo Senne Lammens.

No entanto, a vantagem do Leeds durou pouco. Matheus Cunha restabeleceu a igualdade para a equipa de Ruben Amorim apenas três minutos depois, e o jogo terminou num empate algo desinspirado, 1-1. O United subiu agora ao quinto lugar, pelo menos de forma provisória.

Matheus Cunha aparece quando é preciso

O Manchester United apresentou-se sem grande parte do seu poder de fogo ofensivo neste encontro. Amad Diallo e Bryan Mbeumo estão ao serviço das suas seleções no CAN, enquanto Bruno Fernandes e Mason Mount estavam ambos lesionados.

Ruben Amorim viu-se obrigado a lançar Patrick Dorgu como um dos seus médios ofensivos, e com Benjamin Sesko incapaz de ter impacto no jogo, a responsabilidade recaiu sobre Matheus Cunha para assumir o papel de principal ameaça atacante do United.

O brasileiro foi dos mais inconformados ao longo da partida. Matheus Cunha chegou a pensar que tinha inaugurado o marcador cedo, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Acabou por conseguir o seu golo; pena não ter sido suficiente para garantir os três pontos à sua equipa.

Leny Yoro volta a sentir dificuldades

Não foi ele o responsável direto pelo golo do Leeds, Ayden Heaven deveria ter feito melhor, mas foi mais uma exibição desapontante de Yoro, que tem sentido dificuldades ao longo desta época.

Parece estar a atravessar uma crise de confiança, permitindo demasiadas vezes que os avançados adversários corram para cima dele, concedendo-lhes demasiado espaço em vez de intervir e tentar o desarme.

Yoro acabou por ser sacrificado para dar lugar a Joshua Zirkzee logo após o golo do Leeds, numa tentativa de Ruben Amorim procurar o empate. O central terminou o jogo com apenas dois desarmes, venceu um duelo aéreo e foi ultrapassado uma vez em drible.

Foi, ainda assim, o jogador de campo mais certeiro no passe entre todos os que estiveram em campo durante 45 minutos ou mais. Portanto, nem tudo foi negativo.

Zirkzee volta a impressionar

Pela segunda partida consecutiva, Zirkzee superou o jogador contratado por 85 milhões de euros para o substituir. Sesko, que voltou a passar completamente despercebido no United, vai começar a sentir a pressão, mais cedo do que esperava.

A assistência de Zirkzee não foi brilhante, deixou muito trabalho para Matheus Cunha, que teve mesmo de se esticar para chegar à bola, mas somar mais uma contribuição para golo só pode fazer maravilhas pela sua confiança.

Conta agora com dois golos e uma assistência em apenas 465 minutos disputados na Premier League. Comparando com Sesko, que tem os mesmos números em quase o dobro do tempo de jogo (950 minutos), talvez precise de uma sequência mais consistente de jogos.