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Andy Carroll conta com emoção que foi agredido sexualmente por uma celebridade

Andy Carroll revela o seu maior segredo
Andy Carroll revela o seu maior segredo Gavin Ellis/TGS Photo / Shutterstock Editorial / Profimedia

Andy Carroll (37 anos), antigo avançado do Newcastle e do Liverpool e internacional por Inglaterra, revelou que foi agredido sexualmente por uma celebridade.

Na sua autobiografia Owning It, Carroll contou que foi agredido sexualmente em 2021 por um homem que mais tarde foi condenado a três anos de prisão, numa confissão devastadora do avançado.

"Há outras coisas que preferia esquecer, mas não consigo", escreveu o avançado. "Há uns anos aconteceu-me algo tão traumático que só decidi incluí-lo neste livro no último momento", refere.

 "Fui agredido sexualmente, já o disse. Assusta até pensar nisso e só algumas pessoas sabiam até agora. Eu e a Lou passámos muito tempo a falar sobre se devíamos ou não mencionar isto neste livro. Evitei o meu editor durante tanto tempo que provavelmente suspeitou que tinha desistido", comenta.

Os tempos de Carroll na Premier League
Os tempos de Carroll na Premier LeagueFlashscore

 "Assusta falar sobre isto, mas fez-me ser quem sou hoje tanto quanto as coisas boas. E se falar disto ajudar nem que seja uma só pessoa, então já terá valido a pena", aponta.

"Bati-lhe com toda a força que consegui"

Andy recordou como o seu agressor, um "amigo famoso" não identificado da sua ex-companheira, se convidou para ir a sua casa ver um combate de boxe, embora sempre tenha sentido que “havia algo estranho nele".

Depois contou que acordou e descobriu o homem a tentar fazer-lhe sexo oral debaixo dos lençóis, acrescentando que expulsou o agressor de casa, embora este tenha tentado voltar a entrar.

Carroll escreveu então que lhe bateu "com toda a força" que conseguiu, deixando-o inconsciente, antes de chamar as autoridades e "chorar nos braços da ama (dos seus filhos)".

"Agarrei-o pelos pés e arrastei-o até à entrada. Voltei a entrar, fechei a porta à chave e liguei à Polícia e à ama. E de repente passou-me pela cabeça: e se o matei?", recorda.

Carroll procura controlar o incidente

Reconhecer publicamente que viveu uma situação destas deve ter sido incrivelmente difícil para Carroll, que afirma que, ao tornar isto público, procura assumir o que aconteceu.

"O trauma do que me aconteceu não desapareceu; continuo a lidar com isso todos os dias", acrescenta o avançado. "Se escondes algo durante anos, obviamente não queres que as pessoas saibam; mas depois comecei a pensar no incidente em relação ao título deste livro", expressa.

"Ao assumir o que me aconteceu em vez de tentar enterrá-lo, talvez consiga ter algum controlo sobre isso, em vez de ser isso a controlar-me", conclui.

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