Acompanhe aqui o relato do Arsenal-Manchester United
Os gunners empataram 0-0 nos dois últimos jogos do campeonato, frente ao Liverpool e ao Nottingham Forest, mas os rivais pelo título Manchester City e Aston Villa não conseguiram aproveitar.
O treinador do Tottenham, Thomas Frank, continua sob forte pressão apesar da vitória encorajadora a meio da semana frente ao Borussia Dortmund, enquanto se prepara para defrontar o Burnley, que ocupa os lugares mais baixos da tabela.
AFP Sport destaca três temas em foco antes dos jogos:
Arsenal atento ao fator Carrick
Em teoria, o Arsenal não deverá sentir grande pressão antes da receção ao Manchester United, mas está atento ao possível impacto do novo treinador, Michael Carrick.
O United transformou-se na vitória por 2-0 frente ao Manchester City na semana passada – o primeiro jogo de Carrick nesta segunda passagem como treinador interino – apresentando uma exibição cheia de dinamismo ofensivo.
No entanto, os red devils, que ocupam a 5.ª posição, têm tido dificuldades em manter a regularidade esta época – tirando uma sequência de três vitórias em outubro, não conseguiram vencer dois jogos seguidos na Liga. Os números ofensivos do United têm sido impressionantes desde que o treinador Ruben Amorim foi despedido este mês, mas os gunners não permitiram qualquer remate enquadrado à sua baliza nos últimos dois jogos da Liga.
A rivalidade entre os dois clubes marcou os primeiros anos da Premier League, mas o Arsenal não é campeão desde 2004 e a era de domínio do United já pertence ao passado. A turma de Arteta é a grandes favorita para conquistar o tão aguardado 14.º título inglês, mas o United gostaria de estragar-lhe os planos.

Tudo a correr mal para o City
O início de 2026 do City tem sido desastroso, atingindo um novo ponto baixo com a derrota por 3-1 frente ao Bodo/Glimt na terça-feira, num dos maiores choques de sempre na Liga dos Campeões. Os homens de Pep Guardiola ainda não venceram na Premier League este ano, com a luta pelo título a vacilar de forma preocupante.
"A sensação é que tudo o que pode correr mal, está a correr mal em muitos, muitos detalhes. É um facto e temos de tentar mudar isso," afirmou Guardiola após uma noite difícil na Noruega.
A ausência dos defesas-chave Ruben Dias e Josko Gvardiol por lesão tem sido central para o colapso do City, depois de um final de 2025 bastante positivo. Guardiola espera que a chegada de Marc Guéhi traga maior solidez à defesa, com o antigo capitão do Crystal Palace a preparar-se para se estrear frente ao Wolves, último classificado, no sábado.
"Temos de voltar – os resultados desde 2025 não têm sido bons. Temos de mudar rapidamente a dinâmica", disse o treinador do City.
O Wolves pode estar a caminho da descida, mas as perspetivas são mais animadoras para os homens de Rob Edwards após uma série de cinco jogos sem perder em todas as competições.

Última oportunidade para Frank?
O triunfo por 2-0 na Liga dos Campeões frente ao Borussia Dortmund na terça-feira aliviou a pressão imediata sobre o treinador do Tottenham, Thomas Frank. Mas sabe que tem de inverter o percurso da sua equipa na Premier League para manter o lugar e que o tempo está a esgotar-se.
"Temos de transformar esta vitória e esta exibição em impulso. Temos de ir a Burnley, temos de jogar bem e temos de vencer", afirmou o dinamarquês.
Frank parecia estar cada vez mais perto da saída após a revolta dos adeptos na sequência da derrota por 1-2 em casa frente ao West Ham, que atravessa dificuldades.
Os Spurs caíram para a 14.ª posição na tabela depois de um início promissor sob o comando do antigo treinador do Brentford, e um novo desaire frente a outra equipa em zona de descida este fim de semana pode ser decisivo.
