Recorde as incidências da partida
Os Gunners aproximaram-se do primeiro título da Premier League em 22 anos, depois de Dowman também ter feito o cruzamento para Viktor Gyokeres finalmente desbloquear o marcador aos 89 minutos.
Dowman correu depois desde o interior do seu meio-campo para colocar a bola na baliza deserta, após o guarda-redes do Everton, Jordan Pickford, ter avançado para um canto nos descontos.
Com esse golo, estabeleceu um novo recorde como o mais jovem marcador da história da Premier League, com 16 anos e 73 dias.
Dowman já tinha batido recordes esta época, ao tornar-se o titular mais jovem de sempre do Arsenal e o jogador mais jovem de sempre na Liga dos Campeões, ambos quando ainda tinha 15 anos.
"Foi um momento fantástico, sobretudo pela forma como o golo foi construído. Tivemos 10 ou 15 segundos para realmente desfrutar do que estava prestes a acontecer", afirmou Arteta.
"Foi mágico, todo o banco e os jogadores juntos a saltar com os adeptos, foi um dia maravilhoso", acrescentou.
A vitória permitiu ao Arsenal abrir uma vantagem de 10 pontos sobre o Manchester City, que tem dois jogos em atraso, no topo da tabela.
No entanto, não foi a primeira vez esta época que os homens de Arteta estiveram sem criatividade até à entrada de Dowman a partir do banco, a 16 minutos do fim.
"Ele mudou o jogo sempre que tocou na bola. Fez acontecer e passámos a ser mais perigosos", acrescentou Arteta.
"Fazer isto com essa idade, neste contexto, com a pressão e as expectativas de vencer o jogo, não é nada normal", disse ainda.
"Para ele é natural. Não sente a pressão – isso é o melhor. Faz o que sente e, com um talento assim, tenho a certeza de que coisas boas vão acontecer", elogiou Arteta.
Gyokeres também respondeu ao facto de ter sido preterido em favor de Kai Havertz.
O avançado sueco estava no sítio certo para encostar, depois de Pickford ter ficado fora de posição num cruzamento de Dowman e a bola ter ressaltado em Piero Hincapié para o caminho de Gyokeres.
A libertação da tensão dentro do Emirates Stadium ficou evidente na celebração efusiva de Arteta após ambos os golos, depois de 90 minutos de nervosismo.
Mas elogiou os seus jogadores por manterem a calma sob a pressão da luta pelo título.
"Há momentos em que temos de ser pacientes, porque com todo o domínio e a quantidade de remates que temos, quando não marcamos, a ansiedade vai crescendo", disse o treinador o espanhol.
"É preciso manter a compostura, ser incansável no desejo de vencer e provocar algo. A equipa teve espírito hoje", concluiu.
