Bernardo Silva é uma das caras mais conhecidas da última década de sucesso do Manchester City. No entanto, o português decidiu deixar o clube inglês no final da atual temporada, na qual ainda está vivo na Taça de Inglaterra e um pouco menos na Premier League (está a nove pontos do Arsenal, com um jogo a menos).
A vontade de dizer adeus ao Etihad Stadium é total e, apesar de ainda não haver nada oficial, o jogador deu sinais de que a etapa está a chegar ao fim durante a sua intervenção no podcast oficial do clube inglês.
"Culturalmente, portugueses e ingleses são bastante diferentes; o clima, a comida, o modo de vida são um pouco diferentes. Estou sempre a brincar que se Manchester fosse mais a sul da Europa, eu ficava até me expulsarem. Porque adoro o clube, os meus colegas de equipa, a equipa técnica, os adeptos, o estádio, o ambiente, tudo o que diz respeito à minha vida profissional", afirmou, explicando que, passados quase 10 anos, ainda tem dificuldade em lidar com o choque cultural.
Na conversa, Bernardo Silva confessou que o seu início na cidade não foi nada fácil a nível emocional: "Depois, o outro lado da minha vida é diferente, porque não estou a dizer que não gosto, mas culturalmente não é exatamente o que eu gostaria. Por isso, em alguns momentos, não nos sentimos tão felizes como gostaríamos. Antes de conhecer a minha mulher, estive sozinho em Manchester durante algum tempo e não me sentia muito bem comigo próprio. Pensei muito em ir embora, não porque não gostasse do clube - que adoro - mas por causa do outro lado da minha vida", afirmou.
"Estou muito feliz por isso (deixar o clube) não ter acontecido! Porque se calhar teria perdido a oportunidade de viver as memórias do triplete, dos quatro títulos seguidos, a oportunidade de ser capitão, de fazer parte do grupo de liderança, de transmitir a minha experiência aos mais novos, de tentar levar o clube de volta ao lugar que merece. Mas se o Manchester City estivesse em Lisboa, ficava até aos 40 anos...", afirmou.

