Heskey recordou, na entrevista, alguns dos momentos mais difíceis da sua carreira, quando foi alvo de insultos racistas em pleno estádio.
“Lembro-me de um jogo em que todo o estádio fazia sons de macaco. Nesses momentos, só queremos responder dentro de campo, marcar um golo e calá-los. Quando comecei, jogadores como John Barnes e Ian Wright enfrentavam racismo descarado, com pessoas a atirar-lhes bananas. Já não vemos isso, mas o racismo passou para outros espaços, como as redes sociais. É menos visível, mas continua presente”, explicou.
Considera ainda que a formação dos jovens jogadores é uma questão fundamental. Apesar de os clubes desenvolverem algum trabalho nesta área, muitas vezes não é suficiente.
“Os jovens jogadores deparam-se de repente com os holofotes e ninguém lhes explica verdadeiramente o que isso implica – incluindo como lidar com o ódio ou onde o denunciar, caso aconteça”, afirmou Heskey.
A versão televisiva completa deste episódio da série documental Big Pete estará disponível na CANAL+ Sport e no serviço de streaming CANAL+ na Rep. Checa, Eslováquia, França, Polónia, Myanmar, Bélgica, Países Baixos, Áustria, Roménia e Hungria, e na SuperSport na África do Sul e Suíça.
