O grande desafio dos principais clubes nos últimos anos tem sido encontrar centrais de confiança. É uma posição com referências cada vez mais experientes e o mercado tem inflacionado os valores. O último a avançar, com Marc Guéhi, foi o Manchester City, que antecipou-se aos seus concorrentes ao pagar ao Crystal Palace cerca de 23 milhões de euros, tornando a equipa cityzen no clube que mais gastou em centrais das grandes ligas nas últimas cinco épocas.
Guéhi, o mais recente central do Etihad
Pep Guardiola já conta com o seu novo defesa com a chegada do britânico, mas não foi o único por quem o City pagou nas últimas cinco temporadas. Um total de 207 milhões de euros desde 2021/22 evidencia essa procura do clube por centrais de qualidade. Os perfis mudaram bastante ao longo dos últimos anos. A aposta mais cara, e provavelmente também a mais segura, foi a de Josko Gvardiol. O clube inglês pagou 90 milhões ao RB Leipzig. O problema é que jogou mais como lateral do que como central, pelo que não resolveu totalmente essa lacuna.
Duas opções semelhantes foram Vitor Reis e Abdukodir Khusanov. Foram apostas. O brasileiro tinha deixado boas exibições no Palmeiras e o City investiu 37 milhões de euros na sua contratação. Está emprestado ao Girona, onde disputou 21 jogos nesta época. O uzbeque, por sua vez, encontrou mais espaço no City. Apesar das suas aparições terem sido irregulares e o seu nível ainda estar aquém do esperado, tem conquistado titularidades recentemente. Na procura de um central para o futuro, os ingleses também contrataram Abdulay Juma. Pagaram seis milhões ao Valladolid. Atualmente está cedido ao Nice. Quem também está emprestado, mas ao Inter, é Manuel Akanji, que saiu no verão. O City pagou 17,5 milhões na altura.
O mesmo labirinto em Old Trafford
Se o Manchester City gastou 207,5 milhões em centrais nos últimos anos, o United fica muito perto, com 206,17 que saíram dos seus cofres com o mesmo objetivo: garantir um defesa de confiança. Também apostou em perfis diferentes: desde jogadores mais consolidados como Varane (40 milhões) ou Lisandro Martínez (57,4) até apostas a longo prazo, como Leny Yoro, o mais caro, com 62 milhões.
Parecia mais seguro o movimento por De Ligt, que vinha de boas exibições na Juventus e no Bayern de Munique, por 45 milhões. O jovem Ayden Heaven, de apenas 19 anos, trocou o Arsenal pelo United por 1,8 milhões de euros. Participou em 12 jogos pela equipa principal, sobretudo no último mês de competição e numa linha de três centrais.
Centrais que custaram mais de 40 milhões nos últimos cinco anos nas grandes ligas
90 | Josko Gvardiol (Man. City)
82 | Wesley Fofana (Chelsea)
67 | Matthijs de Ligt (Bayern de Munique)
63 | Illia Zabarnyi (PSG)
62 | Leny Yoro (Man. United)
59,5 | Dean Huijsen (Real Madrid)
57,4 | Lisandro Martínez (Man. United)
50 | Cuti Romero (Tottenham)
50 | Kim Min-Jae (Bayern de Munique)
47,5 | Max Kilman (West Ham)
45 | Axel Disasi (Chelsea)
45 | Matthijs de Ligt (Man. United)
42 | Dayot Upamecano (Bayern de Munique)
41 | Gleison Bremer (Juventus)
As 10 equipas que gastaram mais de 100 milhões em centrais nos últimos cinco anos
207,5M | Manchester City
206,2M | Manchester United
183,3M | Bayern de Munique
173,5M | Chelsea
161,8M | Tottenham
139M | PSG
111,2M | Nápoles
109,9M | West Ham
105,5M | Crystal Palace
104,4M | Bournemouth
