David Coote, de 43 anos, já tinha confessado ter produzido uma imagem em movimento indecente de uma criança, considerada da categoria mais grave.
Os braços e as mãos de Coote tremiam enquanto lhe era aplicada uma pena de nove meses de prisão, suspensa por dois anos, no Tribunal da Coroa de Nottingham.
Segundo os procuradores, o vídeo de dois minutos e onze segundos, encontrado no seu computador portátil mostrava o rapaz a despir-se até ficar completamente nu, antes de praticar atos sexuais consigo próprio.
O tribunal ouviu que o vídeo foi descoberto após uma investigação separada sobre comentários depreciativos que Coote fez acerca do ex-treinador do Liverpool, Jurgen Klopp, em 2020.
Os seus dispositivos eletrónicos foram apreendidos pela polícia em fevereiro do ano passado, e o vídeo do rapaz, datado de janeiro de 2020, foi encontrado no disco rígido do seu computador portátil.
Poupando Coote a uma pena de prisão imediata, a juíza Nirmal Shant disse ao antigo árbitro: "Teve uma queda espetacular em desgraça."
A juíza afirmou que vídeos como o que Coote descarregou "envolvem uma criança real a ser abusada", acrescentando que quem visualiza este tipo de material deve ter presente "os danos consequentes que daí advêm".
Referindo-se ao seu estado psicológico, Shant disse-lhe: "Era um homem solitário. Tinha uma relação que terminou recentemente. Tinha dificuldades de saúde mental e estava a consumir cocaína."
Coote foi despedido pelo organismo dos árbitros Professional Game Match Officials Limited em dezembro de 2024, depois de vir a público o vídeo com comentários sobre Klopp.
Foi também proibido de arbitrar pela UEFA até junho de 2026, após surgir outro vídeo em que aparece a aspirar um pó branco através de uma nota bancária, enquanto estava na Alemanha, para o Euro-2024.
