Recorde as incidências da partida
Mais precisamente, a sua nota reflete um desempenho ligeiramente acima da média. O erro cometido está considerado na avaliação, mas o seu impacto na época é maior do que no próprio jogo. Por isso pode parecer que a nota é elevada, mas em termos de rendimento na partida, cumpriu bem a sua função.
O desempenho de Guéhi assenta em dois pontos essenciais, ambos opostos. O positivo – o passe para o golo de Jérémy Doku aos sete minutos do tempo de compensação, que permitiu ao favorito pelo menos empatar a 3-3. O negativo – o erro que resultou num golo sofrido e, no total, três golos consentidos, sendo que o valor esperado de golos sofridos pelo City era de 2,72 (ou seja, a defesa esteve abaixo do que os dados indicavam).
Guéhi, tirando o lance do golo do empate do Everton, esteve mais do que competente. Venceu dois terços dos 12 duelos individuais, foi o melhor do encontro nos duelos aéreos (cinco ganhos) e também nos alívios (cinco). Ainda bloqueou dois remates.

O seu grande contributo foi na fase pré-finalização. Realizou 13 passes para o último terço ofensivo, sem falhar nenhum. A elevada eficácia está alinhada com o estilo típico de passes curtos que caracteriza o futebol de Pep Guardiola. Isso reflete-se também no número de bolas distribuídas no terço ofensivo do relvado (33 em 34), um valor muito elevado para qualquer jogador, ainda mais para um central. Guéhi foi mesmo o que mais passes fez nessa zona!
Tal como no número de toques na bola (115). Conseguiu cinco passes progressivos e, em 14 ocasiões, transportou a bola mais de cinco metros. Dos 99 passes tentados, apenas falhou oito. Mas esse único erro pode ter sido fatal…
