De acordo com o médio internacional helvético de 34 anos, que divulgou a decisão na sua conta na rede social Instagram, o Ministério Público de Lucerna decidiu suspender a execução da pena por dois anos, pelo que não terá de pagar o montante fixado (cerca de 160 mil euros).
"Aceito a decisão e assumo a responsabilidade", escreveu o futebolista dos ingleses do Sunderland que admitiu ter, na altura, uma "profunda desconfiança" em relação às vacinas contra a COVID-19 e ter obtido um comprovativo falso num momento de "angústia e dúvida".
A polémica levou a Federação Suíça de Futebol a afastar o capitão da seleção durante os quatro jogos mais recentes da Liga das Nações, realizados entre setembro e outubro, num período de ausência acordado entre o atleta e os dirigentes do organismo.
As circunstâncias em que Xhaka utilizou o documento falso e a duração do seu uso não foram esclarecidas pelas autoridades judiciais.
O médio, que passou por clubes como Arsenal e Bayer Leverkusen antes de se transferir para o Sunderland, é capitão da seleção suíça, que atingiu os quartos de final do último Campeonato do Mundo.
O caso de Xhaka surgiu poucas semanas depois de a federação suíça ter afastado também Breel Embolo, avançado do Atlanta United, devido a uma condenação relacionada com a utilização de certificados falsos de testes de covid-19 durante a pandemia.
Embolo, de 29 anos, tinha sido condenado em novembro de 2025 ao pagamento de uma multa, mas a decisão judicial só foi tornada pública em setembro deste ano.
