“Não tenho arrependimentos, porque dei tudo e fiz o máximo que podia. Amo o clube e os adeptos. É preciso respeitar a história do Manchester United. Dei tudo o que podia. O segundo lugar que conseguimos (em 2017/18) ainda é o melhor depois da geração de Alex Ferguson, a Liga Europa (em 2016/2017) ainda é a maior conquista da última década. Dei o meu melhor. Não está na minha natureza voltar atrás e falar de certas coisas. Gosto de falar das coisas boas. De outra forma, não me sinto confortável. Agora já não significa muito”, explicou José Mourinho no “The Obi One Podcast”.
“Naquele clube, ainda há pessoas, não só jogadores, que, já na minha altura, eu dizia 'com estas pessoas, nunca vão conseguir ir a algum lado'. E ainda lá estão. Ainda têm um CEO (Richard Arnold) que é uma pessoa incrível, gostaria de ter estado com ele na minha altura. O clube não era fácil naquela época”, acrescentou José Mourinho, agora com 60 anos, na Roma desde 2021.
“Uma vez, fui a Old Trafford, estava nas bancadas e o estádio virou-se todo para mim. Começaram a aplaudir-me e a cantar para mim. Se isso acontecesse no estádio do Inter de Milão, do Real Madrid ou do FC Porto, as pessoas diriam 'okay, é por tudo o que conquistaram'. Porém, quando olhas para um clube com a história do Manchester United e os adeptos fazem isso a um treinador que só ganhou uma Liga Europa, uma Taça da Liga e ficou no segundo lugar do campeonato, chegas à conclusão de que eles sabem que dei tudo. Não tenho arrependimentos”, sublinhou o treinador português que, no Manchester United, conquistou ainda a Supertaça de Inglaterra em 2016.
