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A última experiência de Rosenior (41 anos) no banco de uma equipa inglesa remonta a maio de 2024, num dia de derrota em Plymouth ao serviço do Hull City, clube da segunda divisão que o despediu poucos dias depois.
Nessa altura, era difícil imaginar o londrino a ocupar o tão desejado cargo de treinador principal dos Blues, vencedores do último Mundial de clubes, menos de dois anos depois.
No entanto, provou o seu valor entretanto em Estrasburgo, onde a pressão é consideravelmente menor, é certo, e onde o proprietário (BlueCo) é o mesmo do Chelsea, um fator que contribuiu para a sua rápida promoção.
O acionista norte-americano decidiu nomeá-lo sucessor de Enzo Maresca, afastado do cargo a 1 de janeiro após uma crise de resultados, marcada por tensões internas.
"É fantástico que esta oportunidade surja nesta fase da minha carreira, mas o meu principal objetivo não é ser o treinador do Chelsea, é ser um treinador de sucesso com o Chelsea", afirmou na quarta-feira, no dia seguinte à sua nomeação.
Assumiu oficialmente funções na quinta-feira e vai orientar o seu primeiro jogo este sábado frente ao Charlton Athletic, atual 19.º do Championship, na Taça de Inglaterra.
Muitos adeptos ingleses vão conhecer nesta ocasião a figura do treinador de óculos pretos e sweatshirt com capuz, já familiar para os seguidores da Ligue 1.
Clough, Ferguson e Guardiola
O antigo defesa ou extremo de Fulham, Reading e também do Brighton não é uma celebridade no seu país, mas também não é um desconhecido.
No final da sua carreira de jogador, dividida entre a Premier League e o Championship, escreveu crónicas para o diário The Guardian e foi comentador na estação Sky Sports.
Rapidamente abraçou a carreira de treinador, primeiro junto dos jovens do Brighton, depois na equipa técnica do Derby County, e mais tarde como treinador principal do Hull.

"Treinava a equipa da escola quando tinha 11 anos, fazia sessões com eles, organizava a equipa para os jogos e os meus professores deixavam-me fazê-lo. É algo que adoro e que sempre fez parte de mim", recordava em março à AFP.
Aprendeu muito cedo ao lado do seu pai Leroy, antigo jogador do Fulham e do West Ham, entre outros, que também se tornou treinador em Inglaterra depois de terminar a carreira de jogador.
Como fontes de inspiração, cita Brian Clough e Alex Ferguson entre as figuras históricas, mas também o atual treinador do Manchester City: "Pep Guardiola é o meu herói", disse à AFP. "Acredito que ele molda o futebol moderno, a forma como o futebol evoluiu, a maneira como cada treinador vê o jogo".
Rosenior Júnior pode também tornar-se um exemplo para as próximas gerações. Tornou-se na terça-feira o 10.º treinador negro a ser nomeado de forma permanente para liderar uma equipa da Premier League.
No campeonato mais seguido do mundo, terá de reanimar uma equipa do Chelsea que caiu para o 8.º lugar depois de vencer apenas um dos seus últimos nove jogos. O próximo será a 17 de janeiro frente ao Brentford em casa.
Três dias antes, o público de Stamford Bridge vai vê-lo pela primeira vez na meia-final da Taça da Liga frente ao Arsenal.
