Premier League: Assistências portuguesas na vitória do City (2-0), Fulham vira (2-1) e Spurs empatam (2-2)

Semenyo voltou a marcar pelo Manchester City
Semenyo voltou a marcar pelo Manchester CityMICHAEL REGAN / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

O Manchester City, com assistências de Matheus Nunes e Bernardo Silva, bateu o último classificado Wolverhampton, por 2-0, enquanto o Fulham, de Marco Silva, conseguiu uma reviravolta (2-1) nos descontos diante do Brighton. Em Turf Moor, Thomas Frank continua sem convencer e o Tottenham não foi além de um empate (2-2) sofrido em casa do Burnley, de Florentino, no horário das 15:00 da 23.ª jornada da Premier League.

Manchester City 2-0 Wolves

O Manchester City pôs fim a uma série de quatro jogos sem vencer na Premier League ao superar com naturalidade o Wolverhampton, reduzindo, ainda que provisoriamente, a distância para o líder Arsenal para quatro pontos.

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Depois da dececionante derrota no dérbi de Manchester e da pesada humilhação sofrida na Liga dos Campeões frente ao Bodø/Glimt, Pep Guardiola precisava urgentemente de uma resposta diante de um Wolves que chegava à partida no último lugar da tabela.

A equipa de Rob Edwards tinha sofrido apenas dois golos nos quatro jogos anteriores do campeonato, mas a sua resistência caiu cedo, com o ex-jogador dos Wolves, Matheus Nunes, a servir Omar Marmoush, que desviou para o fundo da baliza logo aos seis minutos.

A justificar a aposta de Guardiola, que voltou a preferi-lo ao melhor marcador da Premier League, Erling Haaland, Marmoush esteve muito perto de bisar aos 35 minutos, quando acertou no poste. Pouco depois, o VAR afastou a possibilidade de grande penalidade por um eventual toque com a mão de Yerson Mosquera na construção da jogada.

À medida que o intervalo se aproximava, os adeptos visitantes ainda acreditavam que o resultado mínimo se manteria, mas Antoine Semenyo combinou com Bernardo Silva para acabar com essas esperanças, ao marcar o seu terceiro golo em quatro jogos desde que chegou ao City, com um remate rasteiro sem hipóteses para José Sá.

Na segunda parte, e com uma tarefa hercúlea pela frente, o Wolves tentou reagir. André esteve perto de reduzir com um livre direto ligeiramente por cima da trave, e Mosquera voltou a ameaçar num lance de bola parada, cabeceando à baliza, mas Gianluigi Donnarumma conseguiu, de forma algo fortuita, evitar o golo com a mão de apoio.

Só a 12 minutos do fim é que o City criou uma ocasião clara no segundo tempo, mas Semenyo voltou a não conseguir enquadrar, acertando com estrondo na barra. Já aos 86 minutos, Mosquera ainda fez a bola embater novamente no travessão, num cabeceamento após canto, acabando por esgotar definitivamente as esperanças de uma reviravolta.

Com este resultado, o City prolonga para 31 jogos a sua série invencível na Premier League frente a equipas que iniciaram a jornada no último lugar da classificação, incluindo 10 triunfos consecutivos em casa com um impressionante agregado de 38-0. Os três pontos mantêm os campeões em perseguição direta ao Arsenal, que procurará repor a vantagem de sete pontos no domingo, frente ao Manchester United. Já o Wolves vê terminar uma sequência de cinco jogos sem perder em todas as competições, continuando a sobrevivência na Premier League a parecer um objetivo distante, apesar da recente melhoria exibicional.

Estatísticas do encontro
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Burnley 2-2 Tottenham 

O Burnley, envolvido na luta pela permanência, conseguiu travar uma série de cinco derrotas consecutivas frente ao Tottenham, mas apenas com um empate a 2-2 que prolongou para 14 jogos a sua sequência sem vitórias na Premier League e o deixou ainda mais distante do West Ham, 18.º classificado.

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Depois de um triunfo a meio da semana, os Spurs viajaram até Turf Moor embalados e entraram melhor no encontro. Djed Spence, a atuar numa função pouco habitual na ala, testou Martin Dúbravka nos minutos iniciais, mas foi o Burnley quem primeiro colocou a bola na baliza.

Um pequeno ressalto na pequena área terminou com Lucas Pires a empurrar para dentro, mas o lance foi anulado por fora de jogo evidente, oferecendo um alívio aos londrinos. A melhor oportunidade dos primeiros 30 minutos surgiu na sequência de uma bola parada, com um livre de Pedro Porro a bater na rede lateral, fazendo tremer parte das bancadas que chegou a pensar que a bola tinha entrado.

Porro estava a ser a principal arma ofensiva da equipa de Thomas Frank e voltou a testar Dúbravka noutro livre direto, desta vez resolvido sem dificuldade pelo guarda-redes eslovaco. A pressão dos Spurs intensificou-se nos últimos 10 minutos da primeira parte, com Dúbravka a negar o golo a Wilson Odobert e, de seguida, a realizar uma excelente dupla defesa para travar Conor Gallagher. Contudo, a resistência do Burnley caiu no canto subsequente, quando a bola sobrou para Micky van de Ven, que finalizou de pé esquerdo para o canto inferior, colocando o Tottenham em vantagem.

Apesar de praticamente não ter existido no jogo durante quase toda a primeira parte, o Burnley conseguiu empatar já nos descontos. E fê-lo de forma inesperada, com Axel Tuanzebe a marcar o seu primeiro golo em dois anos, desviando para a baliza um cruzamento venenoso de Kyle Walker. O empate deu novo ânimo aos visitantes, que poderiam ter regressado à vantagem logo nos primeiros cinco minutos da segunda parte, não fosse mais uma grande defesa de Dúbravka a negar o golo a Dominic Solanke, já dentro da pequena área.

Ainda assim, a equipa de Frank criou pouco em termos ofensivos, tornando ainda mais difícil de compreender a opção por manter uma linha de cinco defesas nos últimos 20 minutos. A falta de ambição acabou por ser castigada a 15 minutos do fim, quando uma jogada bem desenhada do Burnley terminou com Jaidon Anthony a isolar Lyle Foster, que, à segunda tentativa, colocou os Clarets numa surpreendente vantagem.

Os Spurs mostraram-se algo tímidos na reta final, mas a salvação surgiu já nos instantes derradeiros, quando Cristian Romero apareceu a cabecear para o fundo das redes um cruzamento de Odobert, partindo os corações dos adeptos do Burnley. Apesar de resgatar um ponto em East Lancashire, Thomas Frank sabe que a sua posição continua sob forte pressão, enquanto as esperanças de permanência do Burnley esmorecem a cada jornada.

Estatísticas da partida
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Fulham 2-1 Brighton

O Fulham subiu à metade superior da tabela da Premier League depois de uma reviravolta que resultou numa dramática vitória frente ao Brighton, alargando para cinco jogos a sua série invicta em casa no campeonato.

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Após um início morno, os Cottagers criaram de repente uma soberana oportunidade para inaugurar o marcador a meio da primeira parte. Ainda assim, Raúl Jiménez não foi eficaz na finalização à queima-roupa, permitindo uma defesa crucial de Bart Verbruggen ao poste mais próximo. O desperdício saiu caro, já que pouco depois Yasin Ayari disparou um remate potente à entrada da área que se aninhou no ângulo superior, colocando os Seagulls na frente e somando o seu terceiro golo da época na Premier League. A equipa de Fabian Hürzeler esteve perto de ampliar a vantagem logo a seguir: Kaoru Mitoma viu o seu remate inicial, após um contra-ataque rápido, defendido por Bernd Leno, antes de Timothy Castagne cortar em cima da linha o ressalto de Ferdi Kadıoğlu.

A primeira grande ocasião da segunda parte pertenceu aos visitantes, com Danny Welbeck a desviar para fora, de muito perto, depois de Mitoma ter cabeceado a bola para o coração da área. Com menos de 20 minutos por jogar e o encontro a perder intensidade, o jogo ganhou vida de forma súbita. Apesar de ter sido inferior durante largos períodos, o Fulham chegou ao empate quando Samuel Chukwueze aproveitou um passe soberbo de 50 metros de Joachim Andersen e finalizou com classe para lá de Leno, relançando a partida.

De forma notável, menos de 90 segundos depois o Brighton pensou ter recuperado a vantagem, quando um passe a rasgar de Mitoma isolou Welbeck, que marcou. No entanto, o VAR acabou por socorrer a equipa da casa, com o golo a ser anulado por fora de jogo. Já nos instantes finais, Welbeck voltou a estar perto de marcar, ao cabecear livre de marcação em boa posição, mas Leno respondeu com uma defesa decisiva, desviando a bola por cima da trave.

Sentia-se que seria necessário um momento de inspiração para decidir o encontro e foi exatamente isso que aconteceu. Harry Wilson apontou um magnífico livre direto para selar a vitória do Fulham de forma dramática.

Com este triunfo, a equipa de Marco Silva sobe ao sétimo lugar da classificação e procurará dar continuidade ao bom momento no próximo fim de semana, quando visitar o Manchester United em Old Trafford. Já o Brighton mantém-se no 12.º posto e recebe o Everton no sábado seguinte, vendo terminar uma série de cinco jogos sem derrotas.

Estatísticas da partida
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