Chelsea 5-1 Bournemouth

O Bournemouth tinha adiantado-se no marcador em quatro dos cinco jogos anteriores para o campeonato, mas tal não aconteceu desta vez, já que a equipa de Xabi Alonso impôs uma tarefa hercúlea ao adversário logo aos três minutos. Cole Palmer esteve na génese do golo inaugural, ao conduzir a bola por metade do relvado e a servir Henderson, que rematou de primeira, em arco, para o fundo da baliza, após 64 segundos. Notavelmente, os adeptos do Chelsea voltaram a celebrar instantes depois, quando Morgan Rogers recebeu a bola dentro da área e rematou, com o desvio de cabeça de Antonio Silva a trair o antigo guarda-redes dos Blues, Dorde Petrovic.
Tendo concedido 12 golos - o registo mais elevado da liga - e sem manter a baliza inviolada em 21 jogos da Premier League desde a época passada, os adeptos do Chelsea sabiam que ainda havia muito trabalho pela frente. Apesar de controlar grande parte do primeiro tempo, Rayan podia ter reduzido a desvantagem ao isolar-se, mas foi travado pelos reflexos rápidos de Emiliano Martinez, nove minutos antes do intervalo.
Essa defesa provou ser crucial, pois, no minuto a seguir ao reatamento, o Chelsea surpreendeu novamente o Bournemouth quando Pedro Neto passou pelo compatriota António Silva e cruzou para João Pedro, que disparou para o ângulo superior da baliza. Contudo, pela 14.ª vez desde o início da época passada - o pior registo da Premier League -, os Blues concederam um golo de bola parada dentro da pequena área, quando Evanilson bloqueou um alívio de Caicedo, desviando a bola para a baliza e marcando o seu primeiro golo em 16 jogos no campeonato.
O Bournemouth parecia ter uma tábua de salvação, mas após um período de maior ascendente, qualquer esperança de reviravolta desvaneceu-se rapidamente. Primeiro, João Pedro completou o bis ao cronometrar na perfeição a desmarcação para a área, finalizando de primeira um passe tenso de Pep Chavarria, pouco antes de Henderson também bisar na partida, na execução de um livre direto. Esses golos quebraram, compreensivelmente, o ânimo dos visitantes, que acabaram por não oferecer mais resposta.
Após uma derrota pesada por 3-0 diante do Brentford antes da pausa para as seleções, esta vitória expressiva encerra uma série de três jogos sem vencer no campeonato, perfazendo 10 confrontos diretos consecutivos sem perder (cinco vitórias e cinco empates) e subindo, para já, ao quinto lugar. Para o Bournemouth, 17.º classificado, as atenções viram-se agora para o primeiro jogo europeu da sua história em casa, frente ao Sturm Graz, uma oportunidade para ganhar algum impulso.

Sunderland 0-1 Brighton

Com os Seagulls a chegar a esta partida num excelente momento de forma, não foi surpresa ver a equipa visitante entrar bem no jogo. Robin Roefs foi obrigado a intervir rapidamente logo no início para impedir que Diego Gomez colocasse o Brighton em vantagem, antes de Luka Vuskovic cabecear por cima da barra a curta distância. A primeira oportunidade notável do Sunderland surgiu a meio da primeira parte, quando o remate rasteiro de Wilson Isidor, disparado do interior da grande área, foi desviado para o poste.
Esse lance deu ímpeto à equipa da casa, que quase chegou ao golo à passagem da meia hora por intermédio de Thomas Meunier, mas um corte excecional de Ferdi Kadioglu salvou o Brighton e manteve o empate no marcador. Esse revelou-se o último contributo significativo de Meunier no jogo, uma vez que uma lesão, pouco tempo depois, ditou o fim prematuro da sua participação. Apesar da recuperação dos Black Cats, os Seagulls deveriam ter chegado à vantagem praticamente no último toque de bola antes do intervalo, mas o cabeceamento de Pascal Struijk, a poucos metros da baliza, embateu, de forma inexplicável, no ferro.
O empate foi finalmente desfeito oito minutos após o reatamento, e foram os visitantes a chegar ao golo graças a uma excelente finalização de Maxim De Cuyper, após um passe sublime de Pascal Gross. O Sunderland, contudo, ganhou novo fôlego pouco depois, quando a Struijk foi exibido um cartão vermelho direto por impedir uma oportunidade clara de golo de Isidor.
Apesar da vantagem numérica, a equipa de Régis Le Bris não conseguiu encontrar forma de superar uma defesa do Brighton muito organizada e resiliente nos momentos finais, e os Seagulls selaram os três pontos nos descontos com um remate confiante de Jaouen Hadjam, que bateu Roefs e encontrou o canto inferior da baliza.
A equipa de Fabian Hurzeler permanece na terceira posição da tabela da Premier League, a apenas dois pontos do Manchester City e do Arsenal. Ambas as formações devem agora virar as atenções para a Europa. O Sunderland volta a entrar em ação na noite de quinta-feira, quando se deslocar ao terreno do Torreense para a fase principal da Liga Europa, enquanto o Brighton recebe o FK Kauno Zalgiris na mesma noite, a contar para a fase regular da Liga Conferência.

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