O avançado português do Liverpool, Diogo Jota, morreu num acidente de viação em Zamora, Espanha, aos 28 anos, em julho do ano passado, juntamente com o seu irmão André Silva, de apenas 25 anos, quando ambos regressavam a Inglaterra.
Os então campeões da Premier League realizaram uma época muito aquém das expectativas, perdendo nove dos 12 jogos entre setembro e novembro, acabando por terminar em quinto lugar na Premier League e despedindo o treinador principal Arne Slot.
Falando abertamente esta semana, Andrew Robertson revelou que a morte de Jota deixou o plantel do Liverpool completamente devastado, com o futebol a passar para segundo plano.
"O Liverpool ficou de coração partido"
“É difícil descrever ou falar sobre isto, sinceramente, porque o que passámos foi horrível”, disse Andrew Robertson no podcast Stick to Football.
“Se falar das novas contratações, eles chegam a um clube que está de coração partido. Eles tentam, e é aí que senti muita pena destes rapazes, porque assinaram e estavam a chegar por muito dinheiro e tudo isso, se falarmos de futebol. Demoraram meses a adaptar-se porque nós não queríamos saber, não queríamos saber do futebol. Essa é a verdade. Não queríamos saber do futebol porque tínhamos acabado de perder um dos nossos melhores amigos no balneário", afirmou o defesa.
“Por isso é que provavelmente tenho tanta empatia, em termos futebolísticos, para com as novas contratações, porque acho que chegaram a uma equipa que era... fomos de elite em tudo o que fizemos durante anos. E talvez não conseguíssemos ser isso por causa do que aconteceu. E depois começaram a ser bastante criticados. E é por isso que acredito que estes rapazes vão ficar absolutamente bem no Liverpool. Eu encararia esta época como a sua primeira época. É assim que eu faria", acrescentou Andrew Robertson.
"Faltava vontade"
O antigo defesa do Liverpool continuou, falando sobre a falta de vontade de um plantel do Liverpool que tinha acabado de perder um dos seus amigos mais próximos. O futebol tornou-se menos importante à medida que o grupo continuava a fazer o luto.
“Acho que todos os futebolistas têm aquela garra, não é? E penso que, quando se perde essa garra, por vezes já não se consegue render ao máximo. E acho que na época passada perdemos essa garra. Quando olho para trás, penso que perdemos um pouco dessa determinação e coisas do género, porque sei que, por vezes, pensávamos: 'Sabes que mais, qual é o sentido?' Olha para o que a família do Jota está a passar. Olha para os filhos dele. Mas sim, estávamos de luto. Era o nosso amigo, no fim de contas. Para nós, ele não era um futebolista, era um colega de equipa, era um amigo", explicou.
“Por isso, sim, para nós foi incrivelmente difícil. Na semana antes de ele morrer, estive no seu casamento. Por isso, é das coisas mais difíceis que alguma vez vais passar. Vê-lo no dia mais feliz da sua vida e, na semana seguinte, veres a família dele destroçada", concluiu Robertson.
Diogo Jota nunca será esquecido e o Liverpool erigiu desde então uma escultura memorial permanente para Diogo Jota e o seu irmão André Silva em Anfield, chamada Forever 20.
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