Sterling, extremo que passou pelo Liverpool e pelo Manchester City, não viveu o seu melhor momento no Feyenoord, depois de ter chegado em janeiro, numa transferência que acabou por não resultar para o internacional inglês.
O jogador de 31 anos contribuiu apenas para um golo na equipa neerlandesa, tendo tido poucos minutos sob o comando de Van Persie, que viu o extremo ser assobiado e alvo de gozo nos últimos meses.
Sterling foi titular de forma rara por decisão de Van Persie no último dia da época, no fim de semana, jogando mais de 70 minutos. Van Persie fez questão de defendê-lo após o jogo, apoiando-o numa altura em que os adeptos lhe viraram as costas.
"Teve algum azar em certos momentos. Mas também houve várias ocasiões em que esteve bem posicionado. Na segunda parte, por exemplo, quando fez uma boa movimentação para o interior. Pessoalmente, custa-me lidar com o cinismo à sua volta. Acho que o respeito seria mais adequado. Em todo o caso, não gosto de cinismo. Não suporto todo o ambiente que se criou à sua volta", afirmou o treinador.
"Marcou 200 golos em Inglaterra e fez 82 jogos pela seleção. E isso independentemente de se achar que joga bem ou não. Mas penso que a forma como lidamos com isto enquanto nação futebolística é realmente muito má", acrescentou Van Persie.
O Feyenoord venceu o seu último jogo da época e confirmou o segundo lugar na Liga neerlandesa. Sterling dificilmente continuará na equipa, devendo sair este verão à procura de um novo clube, numa fase final de carreira que se tem desmoronado.
Sterling recusou falar à comunicação social após a vitória sobre o Zwolle, depois de um período difícil longe de Inglaterra.

