Arábia Saudita com Leandro Antunes: "Pelo salto que dei e carreira que tenho, estou a viver um sonho"

Leandro Antunes em destaque no Al Riyadh
Leandro Antunes em destaque no Al RiyadhAl-Riyadh, Flashscore

O Flash pelo Mundo está de regresso ao Flashscore. Neste espaço, traremos entrevistas exclusivas com portugueses que elevam bem alto a bandeira nacional além-fronteiras. O nosso 15.º convidado é Leandro Antunes, avançado do Al Riyadh, da Arábia Saudita.

Acompanhe o Al Riyadh no Flashscore

Leandro Antunes vivia uma das fases mais marcantes da carreira ao serviço do Feirense, clube onde envergava com orgulho a braçadeira de capitão, quando recebeu um telefonema com um desafio impossível de ignorar que mudou a sua vida. Literalmente.

Foi no mediático campeonato da Arábia Saudita, o “campeonato do Ronaldo”, que surgiu a oportunidade de jogar numa primeira liga, quase como um prémio mais do que justo para um percurso feito de persistência, trabalho e constante superação.

Com pouco mais de um mês em solo saudita, o avançado português abre as portas ao Flashscore para falar sobre o “sonho” que está a viver, a adaptação a uma nova realidade e o próximo duelo frente ao campeão Al-Ittihad, orientado por Sérgio Conceição e que conta com jogadores como Danilo Pereira e Roger Fernandes. Pelo meio, há ainda espaço para abordar o contexto de tensão que se vive no Médio Oriente e a forma como essa realidade é sentida no dia a dia.

"Podemos ter sucesso e ganhar dinheiro sem perder aquilo que somos." É assim que Leandro Antunes se apresenta numa conversa na primeira pessoa, onde revela a forma como encara o futebol, a vida e esta nova etapa da carreira.

Palavras de Leandro Antunes
Palavras de Leandro AntunesOpta by Stats Perform, Foto por ABDULLAH AHMED / GETTY IMAGES EUROPE / GETTY IMAGES VIA AFP

De Santa Maria da Feira a Riade: "O meu salto é algo surreal e único"

- Como surgiu a oportunidade de ir para a Arábia Saudita numa altura em que estava em bom plano no Feirense? E o que pesou mais na decisão?

Aconteceu tudo muito rápido. Estávamos na última semana de janeiro e o meu empresário ligou-me a apresentar esta possibilidade. Ao início até me ri, porque ele já me tinha falado de outras oportunidades no estrangeiro - Roménia, Polónia, Arménia - e eu tinha sempre recusado. Financeiramente eram propostas irrecusáveis, mas tinha outras prioridades na minha vida. Sou muito ligado à minha família e também tinha o sonho de jogar na Liga em Portugal. 

Mas desta vez percebi logo que era uma oportunidade diferente. A possibilidade de jogar numa primeira liga, num campeonato com tanta visibilidade, o campeonato do Ronaldo (risos), e também a parte financeira pesaram muito. Tendo em conta a minha idade e o momento da carreira em que estou, senti que tinha de avançar. Depois falei com o Feirense, com o míster e com os meus colegas, e todos perceberam que era uma oportunidade importante para mim.

Leandro Antunes deixou imagem forte no Feirense
Leandro Antunes deixou imagem forte no FeirenseCD Feirense

- No último jogo contra o Marítimo, os seus companheiros de equipa já sabiam que podia sair?

Alguns colegas mais próximos já sabiam, assim como o míster. O Feirense pediu-me para jogar esse último jogo e eu quis muito fazê-lo. Dei tudo o que tinha e até marquei. Sinceramente, acho que até foi um dos meus melhores jogos pelo clube. Infelizmente, acabámos por empatar e, no final, o míster acabou por contar ao grupo o que se passava. Foi um momento emotivo. Eu próprio fiquei emocionado, porque estava ali a despedir-me de um grupo muito especial. Senti orgulho da parte deles. No fundo, verem o capitão a dar um salto destes também lhes mostrou que este caminho é possível.

- A mudança acontece em poucos dias...

Foi uma autêntica loucura. Acabei o jogo por volta das dez da noite, jantei com a família e com alguns amigos, fiz as malas e assinei o contrato digitalmente. Às seis da manhã já estava a caminho do aeroporto. Cheguei à Arábia Saudita já à noite e, no dia seguinte, comecei logo a treinar. Pouco tempo depois já estava em estágio com a equipa e a preparar o primeiro jogo. Foi tudo muito intenso, mas ao mesmo tempo muito emocionante. Estou a viver um sonho.

- O Leandro passa da Segunda Liga em Portugal para um campeonato com tantos nomes conhecidos. Qual foi o primeiro impacto?

O meu salto é algo surreal e único e só posso agradecer também aos meus empresários. Chegar aqui e perceber que estava a competir contra jogadores que sempre vi pela televisão foi um sentimento muito forte. Ao mesmo tempo, sinto que mereço estar aqui e que esta oportunidade também é fruto do trabalho que fiz ao longo dos anos. Foi preciso qualidade, persistência e também alguma sorte, porque no futebol isso também conta.

- Foi fácil adaptar o seu estilo de jogo ao campeonato saudita?

Tive de dar um salto sobretudo a nível físico. Antes não fazia muitos movimentos de profundidade. Até posso recordar um episódio interessante: o mister Paulo Costa, analista no Feirense, chegou a dizer-me que, se começasse a fazer esse tipo de movimentos, o meu jogo podia mudar completamente. Chegou até a enviar-me vídeos do Nuno Moreira (Vasco) e eu comecei a trabalhar isso nos treinos e nos jogos.

Depois, com a confiança, senti que isso acabou por ser um ponto de viragem na minha carreira. Trazer essa característica para este campeonato acabou por ser juntar o útil ao agradável, porque é uma liga muito aberta e eu gosto desse tipo de jogo. Também me considero um jogador inteligente e este é um campeonato em que é muito importante aproveitar os erros do adversário. Por tudo isso, sinto que é um campeonato que beneficia as minhas características.

- Fora campo, a adaptação ao país e à cultura tem corrido bem?

Há sempre aquela imagem pré-concebida que temos sobre a Arábia Saudita por aquilo que lemos e vemos na televisão, mas depois chegamos aqui e percebemos que não é bem assim. É um país muito evoluído, com projetos em todo o lado: a Expo-2030, o Mundial-2034, a construção daquele que será o maior edifício do mundo, grandes projetos de espaços verdes… Só estando aqui é que se percebe realmente a dimensão da evolução.

Em relação à cultura, é diferente, muito ligada à religião, mas eu sempre fui uma pessoa respeitadora. Gosto também de mostrar que estou envolvido. Em pouco tempo já aprendi algumas coisas da língua deles: já sei contar, dizer bom dia, boa tarde, bola e água. E eles valorizam isso, percebem que estamos a tentar integrar-nos e que estamos todos no mesmo barco. O ponto mais complicado talvez seja o trânsito (risos).

Também é curioso porque tenho encontrado aqui muitos portugueses ligados a várias áreas. Sentir-me incluído nesta comunidade, rodeado de pessoas que se apoiam e que estão aqui para o mesmo, ajuda muito a manter a mente tranquila.

Os números de Leandro Antunes
Os números de Leandro AntunesFlashscore

- Muitas diferenças em contexto de balneário?

Lá está, a principal diferença tem a ver com a religião. Eles rezam no balneário e nós respeitamos isso. Outra diferença é o facto de os banhos serem individuais. Tirando esses aspetos, são muito parecidos connosco

- Ter o Tozé na equipa facilitou a adaptação?

Claro. O Tozé é um craque, dentro e fora de campo. Antes de eu chegar já me tinha enviado uma mensagem no Instagram. Foi provavelmente a pessoa mais importante nesta fase inicial, porque me explicou muita coisa: o que tinha de fazer, a que devia estar atento e como funcionavam algumas dinâmicas aqui.

- E ao nível da estrutura e da organização do próprio clube?

É tudo muito profissional. O posto médico tem tudo, há quatro ou cinco fisioterapeutas, um ginásio muito bem equipado… Mas aquilo que mais me marcou foi mesmo a relva. Não há como falhar um remate ou um passe por causa do estado do relvado, as probabilidades são muito mais baixas. Não sei como conseguem ter um relvado daqueles no meio do deserto, mas é incrível. Está sempre em perfeitas condições. Não há desculpas (risos).

Leandro Antunes mudou-se para a Arábia Saudita em fevereiro
Leandro Antunes mudou-se para a Arábia Saudita em fevereiroAl-Riyadh

Conflito no Médio Oriente: "Passa muita informação em Portugal e não é fácil para a minha família"

- O Médio Oriente tem vivido momentos de tensão em diferentes pontos da região. Estando agora a viver aí, como tem sido a sua perceção do ambiente no dia a dia e de que forma isso influencia a vida de quem está no futebol?

Vejo muitas notícias em Portugal e sinto que, à distância, nem sempre é fácil perceber exatamente como é a realidade aqui no dia a dia. É normal que exista preocupação. No primeiro dia em que disseram que tinham passado alguns mísseis em Riade e que tinham sido intercetados, para mim foi algo novo e confesso que mexeu um pouco comigo. A minha família ligou-me logo a perguntar o que se estava a passar e, nessa noite, qualquer barulho me deixava em alerta.

No dia seguinte até aconteceu uma situação curiosa. Acordei de manhã com uma trovoada e pensei logo: “Ui, já estou aqui metido nisto.” (risos) Fui abrir a janela e afinal era apenas trovoada e chuva forte em Riade.

Depois disso percebi melhor a realidade. É verdade que, ocasionalmente, passam mísseis a cerca de 80 quilómetros a sul de Riade, mas são intercetados. Claro que mexe um pouco, sobretudo tendo a família longe, mas no dia a dia tudo funciona com normalidade: as crianças brincam na rua, vão à escola e os restaurantes e centros comerciais estão abertos. As mensagens das autoridades também são sempre de tranquilidade.

- E que mensagem passou o clube?

O clube reuniu com os estrangeiros e transmitiu-nos muita tranquilidade. Explicaram a situação com clareza e disseram que, se fosse necessário, falariam diretamente com as nossas famílias para as tranquilizar. Isso ajudou bastante.

O próprio príncipe também veio a público falar sobre o assunto e disse que não há interesse da Arábia Saudita em entrar em guerra neste momento. Ainda assim, é uma situação que merece respeito e que temos de encarar com consciência de que pode acontecer alguma coisa. Chegou a falar-se inclusive na possibilidade de adiar a liga, mas o Ministério da Defesa disse que não havia necessidade. Neste momento, posso dizer que faço a minha vida com total normalidade.

Leandro Antunes ao serviço do Al Riyadh
Leandro Antunes ao serviço do Al RiyadhAl-Riyadh

O duelo com Sérgio Conceição, Danilo e Roger: "É um privilégio"

- Voltemos ao futebol. Muito se fala sobre a competitividade do futebol saudita. Como avalia o nível atual da liga e o potencial de crescimento?

A evolução é evidente. A chegada de grandes jogadores trouxe qualidade e visibilidade ao campeonato. Neste momento, estão três equipas a lutar pelo título, com estádios cheios... Por muito que haja alguma crítica, os jogos e os treinadores têm qualidade. Sinceramente, acho que isto pode remar para outro patamar, mas também depende da continuidade destes craques. Estão a fazer este investimento para se mostrarem ao mundo e melhorarem os seus jogadores.

Mas o investimento não está apenas nos craques. Há também uma aposta forte na formação, em treinadores e em estruturas técnicas. Há muitos treinadores estrangeiros, inclusive portugueses, a trabalhar na formação de vários clubes e a ajudar a desenvolver os jogadores sauditas. A ideia é melhorar o nível do campeonato a longo prazo.

- Segue-se agora um duelo com o campeão Al-Ittihad, treinado por Sérgio Conceição e com jogadores portugueses como Danilo Pereira e Roger Fernandes. Que significado tem enfrentar esse tipo de adversários?

É especial, claro. São nomes muito fortes do futebol e é sempre motivador defrontar jogadores e treinadores desse nível. Mas procuro encarar isso com normalidade. Claro que eles têm uma carreira enorme, mas para mim é um privilégio poder competir contra jogadores deste nível. Pelo salto que dei e pela carreira que tenho, sinto que estou a viver um sonho. Enquanto equipa, não estamos a atravessar uma boa fase, mas acreditamos que podemos vencer o Al-Ittihad. 

- Em pouco mais de um mês já assumiu um papel importante na equipa, com golos e influência ofensiva. Sentiu que foi contratado para ter esse impacto?

Acredito que sim. Se me contrataram foi porque viram em mim características que podiam ajudar a equipa, sobretudo na frente de ataque. Os golos apareceram com naturalidade, mas digo sempre que trocava os meus golos por vitórias. Neste momento o mais importante é ajudar a equipa a somar pontos, porque estamos numa luta difícil na tabela. Tenho as melhores condições que já tive na minha vida, por isso é dar o meu melhor para fazer golos e ajudar o clube.

Leandro Antunes deu salto significativo na carreira
Leandro Antunes deu salto significativo na carreiraAl-Riyadh

As pedras no caminho: "Era fácil fazer o discurso do coitadinho, mas..."

- Nunca chegou a jogar na Primeira Liga em Portugal. Há alguma mágoa por isso? Ou sente que esta oportunidade acaba por ser uma recompensa?

Não tenho mágoa. Era fácil fazer esse discurso, o discurso de coitadinho, mas não seria justo. Houve momentos em que também podia ter feito mais ou sido mais consistente. Ao mesmo tempo, acredito que esta oportunidade acaba por ser uma recompensa pelo caminho que fui fazendo. Encontrei no Feirense um clube onde as pessoas me valorizaram e onde consegui mostrar o melhor de mim. Sou muito grato a todos os clubes por onde passei, embora reconheça que alguns não tenham acreditado nas minhas qualidades. Mas é o que é; talvez também não tenha mostrado nesses momentos aquilo que mostrei no Feirense.

Se tinha o sonho de jogar na Primeira Liga em Portugal? Tinha, e ainda tenho. Mas agora estou aqui na Arábia Saudita, estou a desfrutar e não tenho mágoa. Aliás, só tenho é de agradecer a todos os clubes por onde passei.

- Olhando para o seu trajeto até aqui, o que lhe apetece dizer?

Recordo a minha primeira época sénior na equipa B do SC Braga, uma temporada muito boa com o Abel. Fui à seleção e estava a viver um sonho. Depois encontrei-me numa situação em que deixei de jogar na equipa B, passei para os sub-23 e acabei por ir para o Vilafranquense. Essa fase da minha vida foi muito importante, porque percebi que tinha de dar mais, fazer mais sacrifícios e trabalhar ainda mais. Hoje sinto que os resultados estão à vista. Todas as pessoas que estão à minha volta sentem que este passo foi justo.

Mas, mentalmente, o virar da minha carreira aconteceu quando percebi que a nossa maior força está na capacidade de reagir ao erro. Tenho um episódio que já contei às pessoas mais próximas e partilho aqui: quando estava na UD Leiria, no jogo da subida, comecei no banco e tínhamos de ganhar ao SC Braga B. A UD Leiria já estava há mais de dez anos a tentar subir...

Entro no jogo, há um cruzamento do lateral e eu vou para encostar a bola, mas o guarda-redes defende para canto. Naqueles dois segundos pensei: “Lixei a subida à UD Leiria, isto vai assombrar-me para sempre.” Mas logo a seguir o pensamento mudou. Levantei a cabeça e pensei: “Vou ter outra oportunidade. O estádio está cheio, estou há cinco anos a tentar isto e vou ser eu a fazer este golo.” E a verdade é que, passados cinco minutos, a bola caiu-me ali um pouco aos trambolhões e eu meti-a lá dentro. A mensagem é essa: podemos falhar, não tem mal. Vai haver sempre mais uma oportunidade.

- Que lição tirou dessas fases mais complicadas da carreira?

Aprendi que o mais importante não é evitar o erro, mas saber reagir a ele. No futebol vamos falhar muitas vezes: golos, passes, decisões. Houve fases em que estive muito perto de dar um salto e outras em que tive de descer degraus e voltar a provar o meu valor. O sucesso mede-se muito pela forma como reagimos a esses momentos. 

Se há coisa que aprendi na minha carreira foi a importância do foco. Houve um momento em que até já estava mentalizado para outra fase da vida. Pensava em voltar para Lisboa, quero muito ser pai, casar, e estava com esse pensamento. Mas, ao mesmo tempo, estava talvez no meu melhor momento no futebol, a desfrutar e fazer tudo aquilo que um profissional deve fazer: jogar, treinar bem, alimentar-me bem, descansar.

E acabou por acontecer uma volta completa na minha vida. Já tinha recusado outras propostas para sair para o estrangeiro, que muita gente na minha situação não teria recusado, e seria muito injusto não aceitar uma oportunidade desta. Por isso, senti quase como se alguém me tivesse dito: “Toma este presente por tudo aquilo que fizeste.”

Os próximos jogos do Al-Riyadh
Os próximos jogos do Al-RiyadhFlashscore

- Pelo que percebo, a família sempre teve um peso muito grande nas suas decisões?

Os meus pais sempre quiseram que eu ambicionasse mais. Não quero mesmo fazer o papel de coitadinho, mas a verdade é que cresci neste ambiente (de jogar em Portugal). Foram dez anos a andar de norte a sul, de norte a sul… Muitas vezes já nem aproveitava bem o tempo com a minha família e isso acabou por me desgastar bastante.

Mas, quando percebi que tudo isto passa muito rápido e que a carreira de um jogador dura pouco tempo, comecei a encarar as coisas de outra forma. Houve propostas para sair mais cedo para o estrangeiro, mas senti que não era o momento certo. Desta vez foi diferente, porque percebi que era uma oportunidade única.

Mesmo assim, a distância continua a ser a parte mais difícil. Sou muito apegado à minha família e custa-me bastante. Mas eles, a minha namorada, os meus pais e os meus sogros, são uma grande fonte de inspiração para mim. Têm sido incríveis no apoio e, agora, quero muito aproveitar esta oportunidade. Não tenho desculpas para que isto não corra bem.

- O que espera que esta oportunidade lhe traga para o futuro, tanto no futebol como na vida?

Espero que me dê estabilidade para o futuro, sobretudo a nível financeiro, e que me abra portas em termos desportivos. Neste momento tenho contrato de um ano e meio e estou feliz e muito focado em aproveitar esta experiência ao máximo. Depois logo se verá o que o futuro reserva.

Leandro Antunes deixou Liga 2 e rumou à Arábia Saudita
Leandro Antunes deixou Liga 2 e rumou à Arábia SauditaAl-Riyadh

"Podemos ter sucesso e ganhar dinheiro sem perder aquilo que somos"

- Se o futebol fosse uma pessoa e a encontrasse na rua, o que lhe diria?

Sorri, rodeia-te de pessoas boas, que gostem do puro futebol. Hoje em dia, o centro do futebol é o dinheiro e seria hipócrita se dissesse que não é importante. Mas também não vale tudo. Aquilo em que mais acredito é na autenticidade. Podemos ter sucesso e ganhar dinheiro sem perder aquilo que somos.

- Por fim, quando terminar a carreira, como gostaria de ser recordado?

Gostava que dissessem que fui um bom companheiro, um bom profissional e alguém que tentou sempre ajudar os outros. Mais do que tudo, gostaria de ser lembrado como alguém que nunca deixou nada por dizer, com verdade e respeito para todos.

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