A médio de 16 anos já é considerada uma das maiores promessas do futebol mundial e tem dado que falar no Brasil desde os 13 anos. Em 2024, conquistou o Campeonato Sul-Americano Sub-17 com apenas 15 anos e foi eleita a melhor jogadora do torneio, marcando cinco golos. Chegou mesmo a treinar-se com a seleção principal do Brasil em julho de 2025, antes da Copa América.
Em 2025, Giovanna Waksman participou pela segunda vez no Mundial Sub-17, onde o Brasil conseguiu alcançar o quarto lugar, um feito inédito para o país. No entanto, sofreu uma grave lesão no joelho durante a competição e ainda se encontra em recuperação. O OL Lyonnes garante, aliás, que "a irá acompanhar até ao seu regresso aos relvados nos próximos meses", sem avançar uma data concreta.
A jovem, natural do Rio de Janeiro, cresceu rodeada de futebol: o pai, Renato Costa, é um antigo jogador profissional brasileiro. Começou a jogar aos 6 anos no clube do bairro, antes de ingressar no Fluminense e, posteriormente, no Botafogo em dezembro de 2020. Waksman treinava-se então com a equipa principal feminina, mas disputava os jogos pelas equipas masculinas de formação, devido à inexistência de equipas femininas jovens.
Foi neste contexto que se deu a conhecer, deixando os rapazes da sua idade em apuros. Tornou-se a melhor marcadora do Botafogo num torneio local sub-13, mas acabou por ser alvo de sexismo por parte de alguns pais que não aceitavam que jogasse com os rapazes. John Textor, proprietário do Botafogo e amigo de Michele Kang, dona do OL Lyonnes, ofereceu-lhe então uma alternativa: a sua academia de futebol, a FC Florida Prep Academy.
Textor organizou a mudança da família para os Estados Unidos, permitindo continuar a formação nesta academia privada, enquanto frequentava a prestigiada Pine School. Na península da Florida, destacou-se claramente da concorrência: marcou 166 golos em 41 jogos, foi eleita jogadora do ano pela imprensa local por duas vezes e, na última época em 2025, apontou 87 golos em 19 partidas. A Adidas decidiu patrociná-la já em 2024.
Nos Estados Unidos, a brasileira também participou nos treinos do Washington Spirit, clube finalista da National Women's Soccer League (o campeonato feminino norte-americano) na época passada. O Washington Spirit, tal como o OL Lyonnes, pertence a Michele Kang, no âmbito da Kynisca, uma organização de multipropriedade de clubes femininos detida pela empresária norte-americana.
