Escândalo na AFA: nova megaoperação judicial por alegado branqueamento de capitais

Claudio Tapia, presidente da AFA
Claudio Tapia, presidente da AFAJUAN MABROMATA / AFP

Foram realizadas mais trinta rusgas no âmbito da investigação sobre branqueamento de capitais e desvio de fundos envolvendo a Federação de Futebol. Fala-se de um movimento de 500 milhões de dólares (423 milhões de euros).

A justiça argentina realizou uma nova megaoperação no âmbito da investigação por alegado branqueamento de capitais e desvio de fundos por parte das mais altas instâncias da Federação de Futebol (AFA).

A juíza María Servini de Cubría ordenou mais de 30 buscas que, segundo avançou o jornal Clarín, citando fontes judiciais, tinham como objetivo reconstituir o movimento de cerca de 423 milhões de euros através da financeira Sur Finanzas, estreitamente ligada à AFA por contratos de patrocínio.

A operação terminou na terça-feira com a apreensão de documentação, discos rígidos e computadores, além de uma quantia não especificada de moeda estrangeira (dólares) e pesos. A investigação teve início após uma denúncia da Unidade de Informação Financeira (UIF), dependente do Governo de Javier Milei, e enquadrou-se no confronto aberto entre o Executivo e o presidente da AFA, Claudio Tapia, que se opôs ao projeto de Milei de transformar os clubes, atualmente associações civis sem fins lucrativos, em sociedades de responsabilidade limitada.

Campeonato suspenso

Como resposta ao que considerou ser uma "perseguição" por parte do Governo, a AFA tomou uma decisão inédita e anunciou a suspensão dos jogos previstos para a 9.ª jornada do Torneio Apertura, entre 5 e 8 de março, coincidindo com a convocatória de Tapia para prestar declarações em tribunal.