O antigo diretor-geral do clube russo, Andrei Orlov, acusou-o de recorrer à Inteligência Artificial durante o seu tempo à frente do Sochi. Segundo a sua própria versão, Robert Moreno utilizava o ChatGPT para elaborar o onze e aplicava métodos como acordar o plantel às 5:00 da manhã. Além disso, terá planeado uma viagem a Khabarovsk através desta aplicação, o que deixou os jogadores sem dormir durante 28 horas.
Orlov acusa-o ainda de procurar um '9' com esta ferramenta, o que resultou na contratação do cazaque Artur Shushenachev, que não conseguiu vingar no Sochi.
Robert Moreno reagiu
O técnico catalão respondeu com uma carta aberta enviada a vários meios de comunicação.
"Nunca utilizei o ChatGPT nem qualquer IA para preparar jogos, decidir onzes ou escolher jogadores. Isso é completamente falso", afirmou.
Sobre a viagem, apresentou as seguintes explicações. "Os factos que desmentem a versão que circula: O jogo a que se referem nas notícias vencemo-lo por 0-1 em Khabarovsk. Apresentar isto como um fracasso metodológico não faz sentido. É uma cidade com oito horas de diferença horária e a preparação foi um quebra-cabeças que todos discutimos, embora a decisão final tenha sido minha".
Robert Moreno falou também sobre a contratação de Shushenachev.
"A contratação de que falam foi um processo do clube, acordado com o diretor desportivo e toda a equipa médica. O jogador marcou na Taça e depois sofreu uma lesão que condicionou a sua continuidade, como acontece em qualquer equipa. Mas eu não conhecia o mercado do Cazaquistão, por isso a proposta partiu da direção desportiva", explicou.
Por outro lado, o treinador espanhol destacou a sua especialização em dados para liderar equipas: "A minha carreira no futebol começou precisamente pela análise de dados e vídeo. É a minha especialização e foi o que fez a diferença no início. Como qualquer equipa técnica profissional, utilizamos ferramentas de análise: GPS, Wyscout, vídeo, plataformas de scouting"
"A fonte destas informações é um ex-dirigente do clube com quem existiram divergências profissionais que levaram à sua saída. A minha saída foi de comum acordo, num momento de resultados irregulares e de diferenças na planificação desportiva, como acontece no futebol. Apresentar isto como 'despedido por usar o ChatGPT' simplifica algo muito mais complexo e, além disso, não corresponde à verdade", concluiu Robert Moreno.
