Muitas histórias serão escritas ao longo dos próximos meses, e algumas delas merecem atenção especial desde já. Em um início de temporada ainda marcado por incertezas, o Flashscore ajuda você a se situar.
Confira a tabela do Brasileirão no Flashscore
Veja abaixo os principais pontos para ficar de olho no Brasileirão 2026:
1 - A luta do Flamengo para se manter no topo
Atual campeão nacional, o Flamengo vai disputar pela 60.ª vez a elite do futebol brasileiro. Trata-se da maior sequência ativa entre os clubes da Série A, superando inclusive o São Paulo, que, de acordo com a CBF, participa na principal divisão do país de forma ininterrupta desde 1980. Em 1979, o Tricolor Paulista não disputou o torneio, assim como Santos e Corinthians, que à época priorizaram o Campeonato Estadual e acabaram fora do Brasileirão.

Dono da maior claque do país e também da maior receita, o Flamengo encara o desafio de se manter no topo. Para isso, conta com um plantel sólido e com a continuidade de Filipe Luís no comando técnico do Rubro-Negro. O jovem treinador aposta na manutenção do trabalho para continuar a quebrar recordes e ampliar uma trajetória já vitoriosa na Gávea.

2 - A desforra de Abel?
Palmeiras e Flamengo disputaram os dois principais títulos da última temporada, e o Rubro-Negro levou a melhor em ambas as decisões. A pergunta que se impõe agora é: Abel Ferreira permitirá que esse cenário se repita? O treinador português promoveu uma reformulação profunda no plantel alviverde, que incluiu até a mudança na baliza, com a saída de Weverton para o Grémio. O desafio de Abel e do Palmeiras passa a ser superar justamente o rival que tem se consolidado o principal adversário nos últimos anos.

Abel, porém, conhece bem o caminho das conquistas. Foi ele quem conduziu o Palmeiras a dois títulos do campeonato brasileiro, o mais recente em 2023. Ainda assim, o nível de exigência cresce a cada temporada, e a regularidade — ponto-chave nas campanhas vencedoras — tem sido uma cobrança constante. Resta saber se o que o treinador tem hoje à disposição será suficiente para recolocar o Verdão no topo.

3 - O Cruzeiro pode deixar de ser secundário?
Com a chegada de Gerson, a contratação mais cara da história do futebol brasileiro, o Cruzeiro ultrapassou a marca de 500 milhões de reais (80,4 milhões de euros) investidos em reforços desde que o empresário Pedro Lourenço adquiriu a SAD do clube. Ainda assim, resta ao emblema celeste dar o próximo passo na dura disputa pela prateleira de cima do futebol brasileiro.

A Raposa quer deixar de ser secundária para lutar pelos principais títulos. No Brasileirão da última temporada, o sonho esteve mais próximo do que em anos recentes, mas uma sequência de resultados inesperados, como derrotas em casa e pontos desperdiçados contra equipas que lutavam contra a despromoção, acabou por afastar o clube da disputa pelo troféu. A dúvida que fica é se, desta vez, o roteiro reservará um desfecho diferente para os mineiros.

Para 2026, o Cruzeiro promoveu poucas mudanças. A base do plantel foi mantida, com a chegada de reforços pontuais e considerados de qualidade. Resta saber se essa engrenagem vai funcionar de forma coesa sob o comando de Tite, já que o português Leonardo Jardim não permaneceu no clube para a nova temporada.
4 - E o fora de jogo semi-automático?
Uma das principais novidades previstas para o Brasileirão 2026 ficou para depois. A CBF havia prometido a implementação do fora de jogo semiautomático, nos moldes do modelo já utilizado na Premier League, ainda esta temporada, mas entraves de infraestrutura nos estádios que receberão partidas da competição impediram a conclusão do processo a tempo das primeiras jornadas.
De momento, não há sequer uma previsão para o início do uso da tecnologia. A entidade afirma não querer acelerar o processo, postura que gera frustração. Afinal, qualquer ferramenta capaz de tornar o futebol mais justo e preciso deveria ser tratada como prioridade. O cenário remete ao caso do chip na bola, introduzido no Mundial-2014.
Apesar de todos os estádios-sede terem herdado a tecnologia, não foi incorporada no Brasil, desperdiçando uma oportunidade clara de aumentar a justiça das competições. Até quando é que o futebol brasileiro vai continuar a abrir mão de avanços que só vêm acrescentar?

5 - Chegou o seu momento, Adulto Neymar?
A fase pré-Mundial do Brasileirão tende a ser determinante para sabermos se Neymar estará ou não no Mundial deste ano. Com os 34 anos a aproximar-se, o camisola 10 do Santos procura uma sequência maior de partidas para elevar o nível do seu futebol e garantir presença na lista final de Carlo Ancelotti. No clube paulista, o maior número de jogos consecutivos disputados por Neymar é de apenas 11.

Até ao Mundial, o Peixe entra em campo 18 vezes para o Brasileirão, além de compromissos para o Paulistão, Taça Sul-Americana e Taça do Brasil. Oportunidades, portanto, não faltarão. A presença de Neymar no Mundial dependerá essencialmente do seu rendimento e do nível de dedicação ao longo deste período decisivo.
Nesse processo, porém, o camisola 10 não estará sozinho. A chegada de Gabriel Barbosa, o Gabigol, à Vila Belmiro pode ser um fator determinante para o retomar do protagonismo de Neymar, resgatando uma parceria de impacto que promete empolgar o adepto santista.

