No Brasil, a história de grandes dribladores, como Garrincha, Pelé, Rivelino, Zico, Jairzinho, Tostão, Dirceu Lopes, Romário, Ronaldinho Gaúcho e Careca, encanta os adeptos. Além deles, Neymar vive outro momento físico de sua carreira, fazendo com que os números procurem outros protagonistas.
Atualmente, com tanta disciplina tática e talentos nacionais do "um para um" a jogarem na Europa, como lembrado por Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira, numa convocatória recente, dizendo que "é uma dor de cabeça escolher", há uma procura por atletas que atendam a essas características, sobretudo numa liga tão competitiva.
Embora a característica continue sendo apreciada no torneio, os brasileiros não se destacaram no ranking, gerando até um debate sobre tais funções.
De acordo com os números do BeSoccer Pro, o colombiano Andrés Gómez, do Vasco, lidera a lista de dribladores mais eficientes, precisando apenas de oito minutos para completar um drible, acumulando 107 tentativas na temporada.
Logo atrás aparece o também colombiano Henry Mosquera, do Red Bull Bragantino, com 11 minutos por drible e 80 no total, seguido de Ademir, do Bahia, e Tetê, do Grêmio, ambos com 35 dribles registrados.
Outros nomes de destaque incluem Alesson, do Mirassol (15,4 minutos por drible), o uruguaio Cristian Olivera, do Bahia (16,7 minutos), e Allan, do Palmeiras, que completa um drible a cada 18,7 minutos em média, totalizando 43 na temporada.
Mais estrangeiros completam o Top 10, como o colombiano Carbonero, do Internacional, e o argentino Cuello, do Atlético-MG, ambos com quase um drible a cada 19 minutos. Lucas Ronier, do Coritiba, com 40 dribles, fecha os 10 melhores com 22,3 minutos por drible.
Polémica
No último fim de semana, após a derrota do Vasco da Gama com o Botafogo por 2-1, Renato Gaúcho, treinador multicampeão, comentou sobre a adaptação de jogadores colombianos no futebol brasileiro, gerando repercussão em toda a imprensa da América do Sul. Segundo Renato, a dificuldade está ligada principalmente à adaptação tática.
“Temos quatro colombianos no grupo, eu procuro sempre corrigi-los . E eles têm muitos erros. É o meu trabalho, mas é falta de tempo. Não é da noite para o dia que eu vou corrigir 100%", criticou.
O treinador reforçou que, no Brasil, decisões rápidas e dribles bem executados são fundamentais.
“O que eu mais digo, até por eu ter sido avançado, é para terem tranquilidade para tomarem a melhor decisão. O desespero próximo da área é sempre do adversário. Eu procuro corrigir, mas leva tempo para adaptar”, disse.
A declaração teve grande repercussão nas redes sociais e nos principais meios de comunicação do continente, reforçando a atenção que os jogadores estrangeiros precisam ter para se adaptar às exigências táticas do Brasileirão, ainda que os dribles e individualidades se destaquem nos números.
Apesar de Andrés Gómez liderar as estatísticas de dribles no Brasileirão, seu desempenho e o papel dos colombianos no futebol brasileiro não representam unanimidade.
