O desempenho aumenta a pressão sobre o técnico Tite, que conseguiu um momentâneo alívio com o título do Campeonato Mineiro, mas ainda não emplacou com o Cruzeiro no Brasileirão, um dos principais objetivos da temporada.
"A pontuação está baixa sim. Temos consciência exata disso, da grandeza, da expectativa e da baixa pontuação. Se estivessemos noutra situação… com o marcador mantido contra o Corinthians em casa, que estava bem encaminhado, uma situação melhor contra o Coritiba, que fizemos um grande primeiro tempo, talvez estivesse numa situação não condizente, mas estamos pagando o preço", lamentou o técnico cruzeirense, após a derrota para o Flamengo.
Com um aproveitamento pífio de apenas 13%, o Cruzeiro segura a lanterna da disputa pelo saldo de golos (-7), contra os -4 do Internacional, que também soma dois pontos e ocupa a penúltima colocação. A zona de despromoção é completada por Botafogo (17.º) e Remo (18.º), ambos com três pontos.
A Raposa entra em campo no próximo domingo, quando recebe o Vasco, no Mineirão, pela sexta jornada, com a corda no pescoço e nenhum resultado interessa a não ser a vitória.
Com três derrotas em cinco jogos, o conjunto celeste já tem a metade de todos os deslizes registados na Série A do Brasileirão de 2025, quando finalizou a disputa em terceiro lugar e voltou à Libertadores.
Este é o pior início do Cruzeiro no Brasileirão na era dos pontos corridos. Desde a implementação do formato, em 2003, a equipa mineira jamais havia conquistado apenas dois pontos nas cinco primeiras jornadas da competição.

