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Brasileirão: José Boto descarta atraso de salários no Flamengo após proibição das apostas desportivas

José Boto, diretor do Flamengo
José Boto, diretor do FlamengoJORGE RODRIGUES / AGIF / AGIF VIA AFP

José Boto, diretor português do Flamengo, garantiu que o plantel rubro-negro não será afetado pela proibição das apostas desportivas no Brasil.

Após manifestações mais explícitas de contrariedade por parte de Luiz Eduardo Baptista, presidente do clube carioca, o dirigente afirmou que não haverá atraso de salários. A preocupação surgiu depois de Bap questionar, numa manifestação, como faria para pagar os vencimentos de Lucas Paquetá.

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"Mesmo no pior cenário, nunca estará em causa os salários dos jogadores e dos funcionários. Isso nunca estará em causa neste ano, em 2027, porque esse dinheiro é sagrado e o Flamengo vai cumprir todos os contratos que firmamos", disse José Boto. 

"O que vai estar em causa são compromissos que assumimos com outros clubes. Quando o presidente diz ‘como é que eu vou pagar o Paquetá’, não é o salário do Paquetá, mas como vamos pagar ao West Ham os compromissos que assumimos", acrescentou o dirigente português.

"São nesses cenários que estamos a trabalhar, nos piores cenários, que podem ser a venda de jogadores sem a reposição desses jogadores, para garantir que nunca vai acontecer de mexermos ou atrasarmos os salários", concluiu José Boto. 

A folha salarial estimada do Flamengo gira em torno de €4,8 milhões a €5,3 milhões por mês, em 2026.

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