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Se a história de Palmeiras e São Paulo também entra em campo, há um ponto positivo para os comandados de Abel Ferreira, que, suspenso, não estará na área técnica. O Verdão defende a maior série invicta diante do rival na história do clássico, somadas todas as competições.
O São Paulo não vence o Palmeiras no tempo regulamentar há 12 clássicos. A última vitória foi em 13 de julho de 2023, pela Taça do Brasil. Desde então, foram 12 confrontos, com oito vitórias do Palmeiras e quatro empates no tempo regulamentar. O Tricolor ganhou nos penáltis a Supertaça do Brasil no início de 2024.
Os números gerais dos setores defensivos dos dois clubes podem dar a falsa impressão de que a expressão "boas defesas vencem campeonato" se aplica aos dois lados. Palmeiras e São Paulo, com respectivamente 21 e 28 golos sofridos, estão entre as cinco melhores muralhas da competição. Mas as semelhanças param por aí.
O Palmeiras tem 10 jogos sem sofrer gols na Série A, contra cinco do rival, e tomou dois gols nos últimos cinco jogos. Do lado tricolor, foram cinco golos em cinco jogos.
Dorival Jr., desde que começou sua nova passagem pelo Morumbi, dirigiu o clube nove vezes. São duas vitórias nas duas partidas mais recentes. E apenas no último jogo do São Paulo pela Série A, contra o Galo, no Morumbi, o conjunto não sofreu com o técnico, ao vencer por 2-0.
Marcação pressão
O São Paulo leva vantagem nos indicadores da pressão defensiva sobre o Palmeiras, equipa que gosta de marcar quase sempre mais alto. A diferença dos dados ajuda a mostrar um aspecto menos óbvio do clássico.
Embora esteja na segunda metade da tabela, o São Paulo apresenta um comportamento mais agressivo sem a bola. Seu saldo entre sequências de pressão realizadas e sofridas é positivo em 49 (266 contra 217), enquanto o Palmeiras tem saldo negativo de 26 (246 contra 272).
Os números, portanto, sugerem que o São Paulo consegue pressionar mais e ser menos pressionado do que o Palmeiras. Mas a questão também passa pelos resultados da pressão, tanto na frente quanto atrás. Saber o que fazer com a bola após recuperá-la também é um ponto-chave.
O São Paulo também é um clube que propiciou mais gols a partir de seus erros defensivos que o Palmeiras (3 contra 1) e quem mais tomou golos de fora da área (5 contra 3). O ataque do Verdão também é mais qualificado. Foram 45 bolas na rede até agora, contra 31 do São Paulo.
Jejum histórico
A boa fase do Palmeiras sobre o rival nos últimos três anos já entrou para a história, mas pode ainda ficar mais histórica. O Palmeiras alcançou, em março de 2026, a segunda maior sequência invicta da história do confronto (a maior a favor), com 12 jogos, desde a derrota para o São Paulo por 2-1, na Taça do Brasil de julho de 2023. Foram oito vitórias e quatro empates.
E tem um segundo recorde. Com a vitória de 1-0 em março deste ano pela primeira volta , no Morumbi, o Palmeiras chegou a seis vitórias consecutivas no Choque-Rei, igualando a maior sequência de triunfos da história do clássico. As outras sequências de seis foram do próprio Palmeiras (1937-38 e 1995-97) e do São Paulo (1962-63).

A maior série de invencibilidade do clássico ainda pertence ao São Paulo, mas foi conquistada há mais de 50 anos, curiosamente numa fase em que o Palmeiras também tinha um excelente plantel. Entre 20 de setembro de 1970 e 12 de junho de 1974, o Tricolor ficou 15 jogos sem perder.
O Verdão está a três jogos de igualar o recorde histórico do rival. E a um de fazer a maior série de vitórias de todos os tempos.
No Brasileirão, o São Paulo não vence o rival desde 17 de novembro de 2021, quando fez 2-0 no Allianz Parque. Desde então, são oito confrontos sem vitória tricolor, com sete triunfos do Palmeiras e um empate. Nesse período, o Palmeiras marcou 15 golos e sofreu apenas cinco.

A sequência recente é ainda mais incómoda para o São Paulo. O Palmeiras venceu os três últimos clássicos pelo Brasileirão: 1-0 em maio de 2025, 3-2 em outubro do mesmo ano e 1-0 em março de 2026.
O São Paulo também não conseguiu marcar em cinco dos últimos oito encontros. O domínio inclui ainda uma goleada por 5-0, em outubro de 2023, a maior vitória do Palmeiras no período – e o resultado mais dilatado da história do clássico a favor do Verdão, igualando o marcador do Rio-São Paulo de 1965.
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