Segundo o presidente cruz-maltino, a prioridade da atual direção é encontrar um investidor sério e com credibilidade no mercado. Pedrinho recordou o exemplo da venda à 777 Partners e o impacto negativo que essa decisão teve no clube.
"Estamos numa etapa muito importante. Não posso dar data, não posso dar nome, mas está num caminho interessante, e preciso de toda a cautela para estruturar o contrato. Vocês têm um exemplo claro do que foi com o antigo sócio. Também por isso houve uma procura por um investidor sério, com credibilidade e reconhecido por todos, para que o Vasco se torne um clube estruturado para o resto da sua vida", afirmou, em declarações após o sorteio da Taça do Brasil.
Questionado sobre um eventual prazo para a concretização da venda, Pedrinho evitou comprometer-se, embora tenha deixado uma mensagem de confiança em relação ao futuro do futebol do Vasco.
"Não queremos que o Vasco seja conhecido como um clube que não paga salários. Na minha gestão isso nunca aconteceu, e não vai acontecer. Fortalecer as áreas estruturais, apostar em contratações e investimento é um passo importante que o Vasco está próximo de dar, mas não há como garantir se vai acontecer num mês ou num ano, para não criar qualquer tipo de expectativa", explicou o dirigente.

Após o imbróglio com a 777 Partners, a distribuição das ações da SAD do Vasco é atualmente a seguinte: 30% pertencem ao clube associativo; 31% à 777 (atual A-CAP), adquiridos através de aportes desde 2022; e 39% estão sob controlo do Vasco por determinação judicial, embora essa fatia continue em discussão em sede de arbitragem.
O cenário mais otimista da atual administração passa pela venda de 90% das ações a um novo investidor. Ainda assim, a concretização do negócio dependerá sempre de uma solução relativamente à participação do antigo sócio.
