Flamengo será "modesto" na janela de transferências, diz José Boto

José Boto, diretor para o futebol do Flamengo
José Boto, diretor para o futebol do FlamengoGilvan de Souza/Flamengo

O diretor de futebol do Flamengo, o português José Boto, afirmou que o clube não será tão agressivo no mercado.

Em entrevista exclusiva à ESPN, publicada esta segunda-feira, José Boto também defendeu a necessidade de realizar vendas e revelou a estratégia para manter a equipa competitiva sem comprometer a saúde financeira do clube.

O dirigente português contou que a direção solicitou um travão nos investimentos após as duas últimas janelas terem sido "muito, muito, muito fortes".

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"Todos nós gostamos de gastar dinheiro, não é? Mas eu tenho muito respeito por isso. Portanto, de certeza é que esta janela não vai ser igual àquela que foi a de janeiro, ou à de um ano atrás. Vai ser mais modesta", assegurou.

José Boto ironizou a cobrança por pacotes de reforços. "Não sou eu que digo isso, são os seus colegas da imprensa: que o Flamengo é o melhor plantel das Américas. E o melhor plantel das Américas precisa de sete ou oito reforços? Não faz sentido", defendeu.

O diretor rubro-negro garantiu que ele e o treinador português Leonardo Jardim já identificaram uma ou duas posições carentes e os respectivos alvos, mas que aguardam o "melhor momento" para agir de forma cirúrgica, sem inflacionar o mercado. O dirigente preferiu manter as posições em segredo para não encarecer as negociações.

Necessidade de vender

Apesar do poderio financeiro estrutural do Flamengo, José Boto admitiu que o clube precisa de realizar vendas. O grande desafio da gestão é gerar receita sem enfraquecer o onze titular comandado por Leonardo Jardim.

O dirigente usou a recente saída de Ryan Roberto como o modelo ideal de negócio: "Vender um jogador por 9,5 milhões de euros quando ele está nos seis meses finais de contrato, acho que é um bom golpe de mercado. É esse tipo de vendas que vamos tentar fazer, para tentar não mexer naquilo que é o plantel principal."

Apesar do planeamento rígido, José Boto não descartou mudanças de rota caso propostas irrecusáveis por titulares batam à porta da Gávea.

"Tudo isso pode mudar com uma ou duas saídas inesperadas. Pode vir uma oferta que seja tão boa, e nós não estávamos à espera de perder aquele jogador, e isso vai obrigar-nos a ter que substituir", explicou o diretor português, garantindo que o clube tem um dossier completo para saídas e entradas.

A próxima joia de exportação

Ao projetar o futuro financeiro e técnico do clube, José Boto apontou o médio Evertton Araújo como o próximo ativo do Flamengo.

"As grandes vendas de jogadores sul-americanos para a Europa nunca passam dos 24, 25 anos. Aquelas de 30, 35, 40 milhões de euros. Tirando algumas exceções para mercados alternativos, como a Rússia, não passa disso. E ele está nessa faixa de idade, tem qualidade e, muito provavelmente, vai ser a próxima grande venda do Flamengo", assegurou.

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