John Textor foi demitido da liderança do Grupo Eagle, mas promete recorrer

Textor continua a liderar o Botafogo, por agora
Textor continua a liderar o Botafogo, por agoraVítor Silva/Botafogo

A Eagle Football, empresa que detém o controlo de clubes como o Botafogo e Lyon, destituiu John Textor do cargo de diretor da empresa, esta terça-feira.

Tomada originalmente em 27 de janeiro, a decisão marca o apogeu de um conflito interno entre o empresário americano e o fundo de investimentos Ares Management.

Apesar do afastamento na holding, Textor permanece no comando da SAF do Botafogo graças a uma ação judicial obtida no Rio de Janeiro. Em nota oficial, o empresário apelidou a disputa pelo controlo administrativo da Eagle Bidco, empresa que integra a estrutura da Eagle Football, como uma "guerra civil".

Conflito com a Ares e o Lyon

A crise ganhou força após Textor não saldar uma dívida de 450 milhões de dólares (cerca de 380 milhões de euros) com a Ares, valor emprestado em 2022 para a aquisição do Lyon. O que resultou na intervenção do fundo foi a demissão unilateral dos diretores Stephen Welch e Hemen Tseayo por parte de Textor.

A dupla divergia das atitudes do americano, especialmente sobre o modelo financeiro proposto para saldar as dívidas urgentes do Botafogo. Ao retirá-los do quadro antes de uma Assembleia Geral, Textor tentou invalidar votos contrários para retomar o poder e destituir a atual Direção iretoria do Lyon, composta por Michele Kang e Michael Gerlinger.

Claque do Botafogo protesta contra Textor no Brasileirão
Claque do Botafogo protesta contra Textor no BrasileirãoReuters

Em comunicado, Textor não poupou críticas à gestão de Michele Kang na França e lamentou o impacto financeiro no clube brasileiro:

"O resultado dessa decisão é uma infeliz guerra civil que transformou uma organização desportiva colaborativa num lamaçal financeiro. O clube financeiramente mais forte no Brasil, que enviou recursos e jogadores ao favorito da Liga Europa, foi deixado à deriva por determinação de um 'conselho secreto' na França", afirmou o empresário.

Em outubro passado, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma providência cautelar que mantém o americano na gestão da SAF até que o processo com a Eagle seja analisado profundamente.

Com a saída formal de Textor da diretoria da Eagle Bidco, essa liminar torna-se o único instrumento legal que impede, por ora, que o comando do Alvinegro seja transferido para os novos gestores da holding.